Desemprego "será o último bastião desta crise"

3 de nov. de 2013, 11:43 — LUSA/AOnline

"Há dois indicadores, a dívida e o desemprego, que vão levar anos a recuperar", disse Pedro Reis, sublinhando que para haver crescimento de emprego são necessários dois fatores:"crescimento económico e investimento", o que ainda está "longe de se conseguir". "O investimento, atualmente, é muito capital intensivo, ou seja, é preciso um rácio muito elevado entre o valor de investimento e os postos de trabalho que cria", disse. "A única maneira de recuperarmos o emprego, de uma forma realista, é gerarmos investimento suficiente e reanimarmos a economia portuguesa", apontou. "Até essa equação estar fechada, o desemprego será o último bastião desta crise", sublinhou. No entanto, Pedro Reis disse acreditar que a taxa de desemprego esteja estabilizada, uma vez que "as empresas já fizeram o seu ajustamento". Na quinta-feira, o Eurostat, gabinete de estatísticas da União Europeia, divulgou que a taxa de desemprego em Portugal situou-se nos 16,3% em setembro, ligeiramente abaixo dos 16,5% registados em agosto e dos 16,4% em relação a igual período do ano passado. Apesar desta ligeira descida em termos mensais, Portugal mantém a quinta taxa de desemprego mais elevada da União Europeia, apenas atrás da Grécia (27,6%), da Espanha (26,6%), da Croácia (17,2%) e de Chipre (17,1%).