Desemprego nos 5% em trimestre onde emprego atinge máximo histórico
Hoje 09:02
— Ana Carvalho Melo
A taxa de desemprego fixou-se em 5% no segundo trimestre, situando-se
1,1 pontos percentuais (p.p.) acima do mesmo período de 2025, mas 0,4
p.p. abaixo do trimestre anterior.Segundo os dados divulgados ontem
pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), “a taxa de
desemprego foi estimada em 5%, mais 1,1 p.p. face ao trimestre homólogo e
menos 0,4 p.p. relativamente ao trimestre anterior”, estimando-se a
população desempregada em aproximadamente 6,5 mil pessoas, valores que
representam um aumento em relação ao trimestre homólogo (+32,7%) e uma
diminuição face ao trimestre anterior (-5,8%).Por sua vez, a
população empregada (122,1 mil pessoas) aumentou 0,5% face ao trimestre
homólogo e 1,4% relativamente ao primeiro trimestre deste ano.Entre
abril e junho, a população ativa, estimada no âmbito do Inquérito ao
Emprego na Região Autónoma dos Açores, foi de 128,6 mil pessoas,
representando um aumento de 1,7% face ao trimestre homólogo e de 0,9%
face ao trimestre anterior.A taxa de atividade fixou-se em 62,4%,
mais 0,5 pontos percentuais (p.p.) face ao trimestre homólogo e mais 0,5
p.p. relativamente ao trimestre anterior.O gabinete de estatística
regional revela ainda que, no segundo trimestre de 2026, estiveram
ausentes do trabalho, na semana de referência, 12 mil pessoas dos 16 aos
89 anos, tendo o número de horas efetivamente trabalhadas sido de cerca
de 3,7 milhões. Assim como que o setor dos Serviços foi o que
apresentou o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores
por conta de outrem mais elevado (1.259 euros), registando uma variação
homóloga de +2,7%.Na globalidade do país, a taxa de desemprego
fixou-se em 5,3% no segundo trimestre, o valor mais baixo desde 2011,
situando-se 0,6 pontos percentuais abaixo do mesmo período de 2025.Por
regiões NUTS II, verifica-se que a taxa de desemprego foi superior à
média nacional (5,3%) em três regiões do país (Península de Setúbal:
7,4%; Grande Lisboa e Norte: 5,7%, em ambas) e inferior nas restantes
seis regiões (Região Autónoma dos Açores: 5%; Oeste e Vale do Tejo:
4,6%; Algarve: 4,2%; Centro: 4%; Alentejo: 4%; e Região Autónoma da
Madeira: 3,5%).Numa análise a estes dados, o diretor regional da
Qualificação Profissional e Emprego, Renato Medeiros, reconhece ao
Açoriano Oriental que “em termos homólogos, regista-se, efetivamente,
uma variação positiva”, mas destaca que “o ponto de comparação é uma
taxa de desemprego estimada anormalmente baixa (3,9% no segundo
trimestre 2025)”.Por outro lado, Renato Medeiros realça que, na
análise dos dados agora publicados, “o aumento da população ativa, para
máximos históricos, e o aumento do número de pessoas disponíveis para
trabalhar no mesmo período” significam que “esta variação aconteceu num
quadro de aumento da população ativa e do número de pessoas disponíveis
para trabalhar”.Neste contexto, considera que os dados relativos ao
segundo trimestre de 2026 refletem “uma tendência positiva do mercado de
trabalho nos Açores”.“Desde logo, a população empregada é a mais
alta de sempre, com 122,1 milhares de pessoas empregadas, superando o
anterior máximo histórico de 120,4 milhares de pessoas registado no
trimestre anterior, o que denota uma subida consistente do emprego na
Região”, afirma.E acrescenta: “Dos dados agora publicados pelo INE,
releva ainda a subida, para máximos históricos, da população ativa, com
128,6 milhares de trabalhadores, o que significa que há mais
trabalhadores disponíveis para integrar o mercado de trabalho”.A
concluir, Renato Medeiros salienta que “a taxa de desemprego nos Açores
continua a ser mais baixa do que a taxa de desemprego no país”.