Desemprego com aumento homólogo no 2º trimestre estimado em 6,7%, cai face ao anterior
11 de ago. de 2021, 15:56
— Lusa/AO Online
De acordo com as estatísticas do emprego
referentes ao segundo trimestre de 2021, publicadas pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE), "a taxa de desemprego foi estimada em
6,7%, valor inferior em 0,4 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre
anterior e superior em 1,0 p.p. ao do trimestre homólogo de 2020 e em
0,3 p.p. ao do 2.º trimestre de 2019".Segundo
a entidade, no segundo trimestre deste ano “a taxa de desemprego foi
superior à média nacional em quatro regiões do país”.Assim,
o INE destacou a taxa de desemprego no Algarve (10,2%), Região Autónoma
da Madeira (8,4%), Alentejo (7,9%) e Região Autónoma dos Açores (6,8%),
sendo que na Área Metropolitana de Lisboa foi de 6,7%, igual ao valor
nacional, e inferior nas restantes duas regiões – Norte (6,3%) e Centro
(6,2%).O INE destacou ainda que a
população desempregada, “estimada em 345,7 mil pessoas, diminuiu 4,0%
(14,4 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 24,2% (67,3 mil)
relativamente trimestre homólogo, o primeiro abrangido por uma
declaração de estado de emergência”.Por
sua vez, “a população empregada (4810,5 mil pessoas) aumentou 2,8%
(128,9 mil) por comparação com o trimestre anterior, 4,5% (208,9 mil) em
relação ao homólogo e 0,8% (36,3 mil) relativamente ao 2.º trimestre de
2019 (dois anos antes)”, revelou o INE.Segundo
o instituto, a população empregada ausente do trabalho “diminuiu 37,5%
(237,9 mil) em relação ao trimestre anterior e 63,1% (680,3 mil)
relativamente ao 2.º trimestre de 2020”, sendo que doença, acidente ou
incapacidade temporária foram os principais motivos “à semelhança do que
usualmente se observa em segundos trimestres”, indicou a entidade.Por
isso, destacou o INE, “o volume de horas efetivamente trabalhadas
registou um acréscimo trimestral de 10,6% e um aumento homólogo de
32,1%”, sendo que “em média, cada pessoa empregada trabalhou 35 horas
por semana”.Já a proporção da população
empregada “que trabalhou sempre ou quase sempre a partir de casa com
recurso a tecnologias de informação e comunicação, isto é, em
teletrabalho, foi de 14,9%, abrangendo 717,0 mil pessoas”, revelou o
INE.O instituto indicou ainda que “a
subutilização do trabalho abrangeu 654,2 mil pessoas, tendo diminuído
12,3% (92,2 mil) em relação ao trimestre anterior e 12,2% (90,9 mil)
relativamente ao período homólogo”, sendo que a taxa de subutilização do
trabalho, “estimada em 12,3%, diminuiu tanto em relação ao trimestre
anterior (1,8 p.p.) como ao homólogo (2,0 p.p.)”.O
INE explicou que “em grande medida, a diminuição homóloga desta taxa
esteve associada à redução do número de inativos disponíveis para
trabalhar, mas que não procuraram emprego”.Por
fim, de acordo com o instituto, “a população inativa com 16 e mais anos
(3645,1 mil pessoas) diminuiu 2,9% (107,8 mil) relativamente ao
trimestre anterior e 6,7% (260,3 mil) em relação ao trimestre homólogo”.