De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), trata-se do valor mais baixo da série iniciada em 2011.A
população desempregada, de acordo com os dados hoje divulgados foi
estimada em 323,4 mil pessoas e diminuiu 1,5% (5,1 mil) em comparação
com o trimestre anterior e 8,3% (29,3 mil) em relação ao terceiro
trimestre de 2018.Na população empregada
(4.947,8 mil pessoas) foi observado um acréscimo trimestral de 0,6%
(31,1 mil) e um acréscimo homólogo de 0,9% (45,0 mil).A
taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 17,9%, tendo
diminuído 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e 2,1
pontos percentuais relativamente ao homólogo. A
proporção de desempregados à procura de emprego há 12 e mais meses
(longa duração) foi estimada em 52,4%, menos 0,7 pontos percentuais do
que no trimestre anterior e mais 2,4 pontos percentuais do que no
homólogo.A subutilização do trabalho - que
agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo
parcial, os inativos à procura de emprego, mas não disponíveis, e os
inativos disponíveis, mas que não procuram emprego – abrangeu 667,7 mil
pessoas e a taxa correspondente foi de 12,2%.“A
subutilização do trabalho diminuiu 1,3% (8,8 mil) em relação ao
trimestre anterior e 6,9% (49,8 mil) em relação ao trimestre homólogo”,
refere o INE. Em relação aos jovens não
empregados que não estão nem a estudar nem em formação, no terceiro
trimestre de 2019, do total de 2.198,8 mil jovens (dos 15 aos 34 anos),
10,0% (220,2 mil) não estavam empregados, nem a estudar ou em formação.Relativamente
ao trimestre anterior, a taxa de jovens não empregados que não estavam
em educação ou formação aumentou 1,3 pontos percentuais (29,3 mil). Relativamente
ao terceiro trimestre de 2018, a taxa de jovens não empregados que não
estavam em educação ou formação aumentou 0,1 pontos percentuais (a que
corresponde uma variação absoluta quase nula), em resultado do acréscimo
nas mulheres (10,9 mil ou 1,1 pontos percentuais) ter compensado a
diminuição nos homens (10,1 mil ou 0,8 pontos percentuais). O acréscimo homólogo ocorreu apenas no grupo etário dos 20 aos 24 anos (4,5 mil ou 0,6 pontos percentuais).De
acordo com o INE, no terceiro trimestre de 2019, a taxa de desemprego
foi superior à média nacional em cinco regiões do país: Açores (7,3%),
Alentejo (7,0%), Madeira (6,9%), Norte (6,6%) e Área Metropolitana de
Lisboa (6,4%).Já a taxa de desemprego no Algarve (5,3%) e na região Centro (4,8%) ficaram abaixo daquele valor (6,1%).Em
relação ao trimestre anterior, a taxa de desemprego diminuiu no Algarve
(1,4 pontos percentuais), nos Açores (0,9 pontos percentuais) e na Área
Metropolitana de Lisboa (0,7 pontos percentuais), tendo-se mantido
inalterada na Madeira e aumentado no Norte (0,4 pontos percentuais),
Centro e Alentejo (0,1 pontos percentuais em ambos).Em
relação ao trimestre homólogo, a taxa de desemprego aumentou no
Alentejo (0,4 pontos percentuais) e no Algarve (0,3 pontos percentuais),
tendo diminuído nas restantes regiões. Os dois maiores decréscimos homólogos verificaram-se na Madeira (2,0 pontos percentuais) e Açores (1,4 pontos percentuais).