Descida do IRC até 17% em 2028 aprovada na generalidade por PSD, CDS-PP, Chega, IL, PAN e JPP
19 de set. de 2025, 17:29
— Lusa/AO Online
As
bancadas do PS, Livre e PCP votaram contra. O BE não está presente na
votação, pelo facto de a deputada única Mariana Mortágua se encontrar na
missão da flotilha de ajuda humanitária a Gaza.O
Governo propõe reduzir a taxa geral de IRC ao longo dos próximos três
anos, até ficar nos 17% em 2028. A iniciativa aponta para uma descida da
taxa dos atuais 20% para 19% no próximo ano, para uma taxa de 18% em
2027 e para uma taxa de 17% a partir de 2028.A iniciativa será agora debatida na especialidade.Foi
chumbada uma proposta da IL destinada a eliminar o primeiro secação da
derrama estadual, uma sobretaxa que se aplica aos lucros dos grupos
económicos superiores a 1,5 milhões de euros. O PSD, o CDS-PP, o PS, o
Livre e o PCP votaram contra a alteração, fazendo com que a derrama
continue a ter três escalões. O Chega e o PAN abstiveram-se. Só a IL e o
JPP votaram a favor.Foi também rejeitado
um outro projeto de lei, do Chega, para baixar a taxa de IRC a um ritmo
mais rápido do que a trajetória proposta pelo Governo. O PSD, o CDS-PP, o
PS, o Livre e o PCP votaram contra, e o PAN absteve-se. O Chega, a IL e
o JPP votaram a favor.Ainda na área do
IRC foram chumbadas duas iniciativas do PAN para criar dois novos
incentivos fiscais às empresas. O partido propunha que, a partir de
2026, as empresas pudessem deduzir ao imposto os gastos com a atribuição
de apoios sociais aos trabalhadores destinados ao pagamento das creches
ou do pré-escolar dos filhos, bem como os gastos com os “contratos de
seguros de saúde em benefício dos animais de companhia dos
trabalhadores”. O PSD, o CDS-PP e o PCP votaram contra, o que ditou a
rejeição das iniciativas.O PSD, o CDS-PP, o
Chega, a IL e o PCP chumbaram um projeto de resolução do PS que
recomenda ao Governo uma redução da carga fiscal de forma diferente,
privilegiando a redução dos impostos indiretos, designadamente o IVA.Durante
o debate da proposta do Governo para desagravar o IRC, na quinta-feira,
o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, considerou o
desagravamento como uma “escolha estratégica” para o país, não apenas
para promover o crescimento e os salários, mas também a “coesão social”.“Esta
proposta não é apenas uma alteração técnica ao código IRC. É uma
afirmação política, é uma escolha estratégica, é um passo firme na
construção de uma economia mais competitiva, mais justa e mais preparada
para os desafios do futuro”, afirmou o ministro.Além
da descida da taxa geral, a iniciativa inclui uma redução da taxa que
se aplica à primeira fatia dos lucros das pequenas ou médias empresas e
das empresas de pequena média capitalização, para 15% a partir de 2026.Neste
momento, a taxa que se aplica aos primeiros 50.000 euros da matéria
coletável das PME já é mais baixa do que a taxa geral de IRC,
situando-se em 16%.