Deputados dos Açores debatem utilização da Base das Lajes pelos EUA
Hoje 16:56
— Lusa/AO Online
A bancada do
Chega no parlamento açoriano, composta por cinco deputados, pretende que
se faça uma avaliação estratégica daquela base aérea, utilizada pelos
Estados Unidos da América, e que sejam também clarificadas quais as
“contrapartidas” que existem para a região, por essa utilização.“Impõe-se
uma análise rigorosa e transparente sobre o impacto efetivo da
utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos da América para o
ataque ao Irão, tendo em conta a relevância estratégica daquela
infraestrutura na ilha Terceira, no atual contexto geopolítico e no
quadro das relações transatlânticas”, justifica o partido, em
comunicado.Além deste debate de urgência,
que marca o arranque dos trabalhos parlamentares de março da Assembleia
Legislativa dos Açores, a agenda da sessão inclui ainda uma outra
proposta do Chega, que pretende alterar a Lei de Finanças das Regiões
Autónomas, no sentido de alterar o atual regime de capitação do IVA
(Imposto sobre o Valor Acrescentado), que alegadamente prejudica os
cofres da região.O modelo atual de
financiamento dos Açores e da Madeira distribui a receita daquele
imposto com base na população residente em cada arquipélago e não no
valor do IVA efetivamente cobrado em cada região, acabando por “retirar
recursos financeiros que seriam gerados internamente”.O
próprio Governo Regional dos Açores de coligação (PSD/CDS-PP/PPM) já
admitiu que uma revisão da Lei de Finanças Regionais focada no IVA
poderia levar a região a uma situação de “excedente orçamental”,
resolvendo alguns dos atuais problemas de défice da região.O
executivo açoriano, presidido pelo social-democrata José Manuel
Bolieiro, entende, porém, que é necessário efetuar uma revisão mais
profunda da Lei de Finanças das Regiões Autónomas, já admitida pelo
primeiro-ministro, Luís Montenegro, no sentido de rever também outras
matérias além do IVA.A ordem de trabalhos
no plenário de março inclui ainda uma proposta do Bloco de Esquerda, que
pretende alargar a todos os trabalhadores do setor privado nos Açores o
direito a receberem o subsídio de refeição com um valor mínimo idêntico
ao que é pago aos funcionários da Administração Pública Regional.O
parlamento açoriano vai ainda discutir e votar uma outra proposta do
Chega para se suspender os planos municipais e regionais que regem as
obras públicas e privadas no arquipélago, no sentido de facilitar a
construção de moradias e infraestruturas em locais onde atualmente está
proibida ou condicionada.O reforço da
segurança nos trilhos pedestres e a Conta da Região de 2024, são outros
diplomas que vão estar em análise esta semana na Assembleia Legislativa
dos Açores, composta por 57 deputados, em representação de oito partidos
(PSD, PS, Chega, CDS-PP, IL, BE, PAN e PPM).