Deputado não inscrito considera Chega partido de “extrema irresponsabilidade”
22 de nov. de 2021, 15:43
— Lusa/AO Online
“Queria
felicitar os açorianos em geral e o senhor presidente do Governo em
particular. Felicitar porque, ao que parece, no final da semana passada,
os Açores, os açorianos e este governo viram-se livres de um acordo com
um partido que afinal não é de extrema-direita, mas sim de extrema
responsabilidade”, afirmou, referindo-se às declarações do deputado
único do Chega, José Pacheco.Na
sexta-feira, José Pacheco afirmou que “nada está fechado” quanto à
votação do Orçamento para 2022, que está dependente de negociações em
curso, incluindo para um novo acordo parlamentar, e de o partido ser
tratado “com respeito”, regional e nacionalmente.Hoje,
no primeiro dia da discussão do Plano e Orçamento da região para 2022,
que decorre durante esta semana na Assembleia Legislativa dos Açores, na
Horta (ilha do Faial), Carlos Furtado considerou que o Chega “não faz
parte da solução", mas sim "do problema".Furtado
foi eleito pelo Chega nas eleições de outubro de 2020, mas passou a
deputado independente em julho, após perder a confiança política do
líder nacional do partido, André Ventura.O deputado não inscrito não quis revelar o sentido de voto no Plano e Orçamento da região para 2022.“A
minha aprovação ou não deste Orçamento dependerá também de outras
rubricas que vão ser faladas e discutidas nestes próximos dois dias,
sendo que, por essa razão, não posso agora deixar definida a minha
posição de voto”, apontou.Carlos Furtado pediu “mais atenção” e uma “governação mais fina” nas áreas da saúde, educação e na economia produtiva.A
proposta final do Orçamento para 2022 do Governo Regional
(PSD/CDS-PP/PPM), entregue no início do mês na Assembleia Legislativa da
Região Autónoma dos Açores (ALRAA), é de dois mil milhões de euros, 800
milhões dos quais destinados a investimento.O endividamento, que na anteproposta se situava nos 295 milhões de euros, desceu para os 170 milhões.