Delegado de Saúde do Faial aguarda resultado de análises para conhecer causador de surto de gastroenterite
Hoje 17:36
— Lusa/AO Online
“É
preciso manter a tranquilidade. As coisas estão estáveis nesta altura.
Estamos à espera de saber qual o agente causal, que mais do que provável
será um vírus. Toda a curva epidemiológica leva a crer que é uma
situação viral benigna. Não há internamentos, não há mortes, não há nada
disso”, realçou o médico, em declarações aos jornalistas.Armando
Faria aconselhou às pessoas com sintomas como diarreia, vómitos ou
febres ligeiras, para que optem por ficar em casa, para que se hidratem
bem, façam uma ligeira dieta e não recorram, sem necessidade, aos
serviços de urgência, que já registaram quase meio milhar de casos,
desde 1 de julho até hoje.“As pessoas
estão a ir muito à urgência. Estão a entupir o serviço de urgência e
depois os serviços não conseguem atender toda a gente”, alertou o
delegado de Saúde, acrescentando que, em casos ligeiros, os pacientes
devem contactar a Linha Saúde Açores (808 24 60 24) ou o centro de saúde
mais próximo.Segundo o delegado de Saúde,
o Serviço de Urgência do Hospital da Horta deve ficar reservado para as
situações que apresentam “sinais de alarme”, como por exemplo,
desidratação, vómitos persistentes, incapacidade de ingerir líquido,
sangue nas fezes ou agravamento dos sintomas habituais.“Reafirma-se
que, na larguíssima maioria, se trata de um quadro ligeiro, de provável
origem vírica, muito transmissível, mas de resolução espontânea em
poucos dias”, insistiu o médico, para quem é importante que a população
continue a cumprir recomendações “simples”, mas “eficazes”, para tentar
travar a transmissão, tais como, lavar frequentemente as mãos com água e
sabão e reforçar a ingestão de líquidos.Para
já, continua a decorrer uma investigação laboratorial para tentar
identificar a origem do vírus, enquanto decorrem, por precaução,
análises à qualidade da água de abastecimento na ilha, embora não haja,
até ao momento, “qualquer evidência que associe os casos à rede
pública”.O delegado de Saúde do Faial
lembrou também que as festas e os ajuntamentos habituais no verão,
sobretudo aos fins de semana, têm propiciado o aumento de casos e a
propagação do surto de gastroenterite no concelho.Os
idosos e as crianças continuam a ser os grupos de risco e que podem
suscitar mais preocupações junto da autoridade de saúde, que sugere a
introdução de “limitações de visitas” em espaços que acolham pessoas
mais vulneráveis, designadamente estruturas residenciais para idosos e
unidades de saúde.O delegado de Saúde do
Faial vai realizar também, nos próximos dias, reuniões com a entidade
gestora da água, com os representantes do setor da restauração
(restaurantes, cafés e estabelecimentos similares) e com os responsáveis
das estruturas residenciais para idosos e creches, para reforçar a
articulação e a aplicação das medidas de prevenção.