Delegação Centro da Raríssimas pede convocação de assembleia-geral
12 de dez. de 2017, 11:14
— Lusa/AO online
Em
comunicado, a vogal da direção e delegada da Delegação Centro da
Raríssimas, Marta Balula, pede ao presidente da mesa da Assembleia Geral
da Raríssimas, Paulo Olavo Cunha, que convoque uma assembleia-geral
extraordinária para “deliberar sobre a destituição da presidente da
direção”.“Na
sequência das notícias vindas a público nos últimos dias, dando conta da
prática de atos de gestão, pela presidente da direção da Raríssimas,
nos quais não tive qualquer intervenção em termos decisórios e que, caso
venham a ser confirmados no âmbito dos inquéritos pendentes, se
afiguram gravemente lesivos dos direitos dos associados, dos utentes e
da imagem da nossa Associação, entendo ser tão urgente quão imperiosa a
convocação de uma assembleia geral extraordinária tendente a deliberar
sobre a destituição” de Paula Brito e Costa, é referido na nota.O
canal televisivo TVI divulgou no sábado uma reportagem sobre a gestão
da associação Raríssimas - Associação Nacional de Doenças Mentais e
Raras, financiada por subsídios do Estado e donativos. A investigação
mostra documentos que colocam em causa a gestão da instituição de
solidariedade social, nomeadamente da sua presidente, Paula Brito e
Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro em compra de vestidos e
gastos pessoais.Na
segunda-feira, a Procuradoria-Geral da Republica (PGR) informou que o
Ministério Público está a investigar a Raríssimas, após uma denúncia
anónima relativa a alegadas irregularidades na gestão financeira e ao
uso indevido de dinheiros da associação pela sua presidente.Também
na segunda-feira, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança
Social anunciou que vai “avaliar a situação” da Raríssimas e “agir em
conformidade”, após a denúncia de alegadas irregularidades na gestão
financeira e de uso indevido de dinheiros da associação pela sua
presidente.Antes
da posição do ministério, a direção da Raríssimas divulgou um
comunicado na rede social Facebook no qual diz que as acusações
apresentadas na reportagem são “insidiosas e baseadas em documentação
apresentada de forma descontextualizada”, afirmando que as despesas da
presidente em representação da associação estão registadas
“contabilisticamente e auditadas, tendo sido aprovadas por todos os
órgãos da direção”.A
direção da Raríssimas destaca ainda que, “contrariamente ao que foi
dito na reportagem, não está em causa a sustentabilidade financeira” da
associação.Quanto
aos valores de vencimentos que a reportagem mostra, diz a Raríssimas
que “foram artificialmente inflacionados” e que os ordenados que paga se
baseiam na “tabela salarial definida pela CNIS - Confederação Nacional
das Instituições de Solidariedade Social”.