Defensores dos direitos LGBTQIA+ contestam propostas de alteração a lei sobre identidade de género
Hoje 17:37
— Lusa/AO Online
“É
muito negativo porque cria enormes entraves no dia-a-dia das pessoas e
passa a perceção de que nós temos um problema de saúde mental”, disse à
Lusa a presidente da associação ILGA-Portgal, Daniela Bento. Mais
de 100 pessoas concentraram-se em frente ao parlamento com cartazes com
palavras de ordem como “o meu nome não é debate” e “não somos
diagnósticos”. Os deputados da Assembleia
da República vão discutir hoje três projetos de lei (PSD, Chega e
CDS-PP) para revogar ou alterar a lei 38/2018, sobre a autodeterminação
da identidade de género e expressão de género. Os
deputados vão discutir iniciativas do Chega, CDS-PP e PSD que visam
revogar ou alterar a Lei n.º 38/2018, que consagra a autodeterminação da
identidade e expressão de género.O PSD
propõe a revogação da legislação de 2018 e o regresso ao regime de 2011,
reintroduzindo a obrigatoriedade de validação médica para a mudança de
nome e género no registo civil.O Chega
pretende alterar os procedimentos de alteração de nome e género,
invocando a “proteção das crianças e jovens”, enquanto o CDS-PP defende a
proibição de bloqueadores da puberdade e de terapias hormonais em
menores de 18 anos, no âmbito do tratamento da disforia de género.Em
sentido oposto, o Bloco de Esquerda apresentou um quarto projeto, que
propõe o reforço da lei atual e estabelece um quadro jurídico para a sua
aplicação.