Decretados serviços mínimos nos voos de Açores e Madeira para greve da função pública
Hoje 15:08
— Lusa/AO Online
Segundo o acórdão a que agência Lusa teve acesso, a definição de serviços mínimos por parte do colégio arbitral da DGAEP surge após o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) e a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) não terem chegado a acordo.Além de decretar a obrigatoriedade da realização de “voos impostos por situações críticas”, “voos militares” e “voos de Estado”, o colégio arbitral determinou que os serviços mínimos abrangem uma ligação ida e volta entre Funchal e Lisboa, Ponta Delgada e Lisboa, e Ponta Delgada e Funchal.A decisão estabelece, também, como serviços mínimos um voo Ponta Delgada-Funchal e Funchal-Ponta Delgada e uma ligação entre Funchal-Porto Santo e Porto Santo-Funchal.Já no arquipélago dos Açores, os serviços mínimos vão abranger um voo nas ligações Ponta Delgada-Horta-Corvo, Horta-Corvo, Corvo-Horta, Horta-Ponta Delgada, Ponta Delgada-Santa Maria, Santa Maria-Ponta Delgada, Ponta-Delgada-Pico, Pico-Ponta Delgada, Ponta Delgada-Terceira, Terceira-Graciosa, Graciosa-Terceira, Terceira-São Jorge, São Jorge-Terceira e Terceira-Ponta Delgada.“A insularidade não determina, porém, que todas as operações aéreas programadas durante a greve constituam necessidades sociais impreteríveis. Impõe-se, assim, fixar um nível mínimo de conectividade que satisfaça as necessidades essenciais das populações sem pôr em causa a normalidade da operação aérea”, lê-se na decisão.Três estruturas sindicais da função pública afetas à CGTP convocaram uma greve das carreiras gerais para 02 de outubro, para exigir a valorização dos profissionais “os mais mal pagos da administração pública”, anunciou a federação de sindicatos em 01 de setembro.A greve abrange os cerca de 350 mil trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública central, direta e indireta, local e regional, disse Joaquim Ribeiro, dirigente da federação nacional, em conferência de imprensa em Lisboa, em nome das três estruturas.Os sindicatos reivindicam uma valorização imediata das carreiras destes profissionais, o reconhecimento das especificidades das profissões e o início imediato das negociações salariais sem esperar pelo próximo ano.