Deco quer novas regras para o "marketing de influência"
2 de jun. de 2025, 11:38
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, a Deco considera necessário alterar o Código da Publicidade
para melhor se adaptar a estas novas realidades e a diferentes formas de
comunicar.“É urgente que se avance com um
conjunto de restrições ao objeto da publicidade e a uma simplificação
do regime processual”, refere a associação.A
Deco lembra que, nos últimos anos, com o crescimento da economia
digital e das redes sociais, “o marketing de influência alterou
definitivamente o paradigma da publicidade, sendo já considerado a forma
mais eficaz de publicidade em linha”.Apesar
da “boa vontade” de iniciativas para sensibilizar os promotores para o
cumprimento da lei em matéria de publicidade e promover boas práticas na
comunicação comercial, a Deco lembra que a publicidade não identificada
“continua a ser uma constante”, sendo muitas vezes difícil reconhecer
quando se trata de conteúdos publicitários. E
dá exemplos de práticas comerciais comuns no marketing de influência
que precisam de “mais atenção e limites claros”, como a publicidade
dissimulada à promoção de procedimentos estéticos, suplementos
alimentares ou planos de emagrecimento, com potencial de “influenciar
negativamente públicos mais vulneráveis”.Por
isso, a Deco apela a uma densificação das regras e à introdução de
novas proibições, para reforçar a transparência da publicidade nas
plataformas digitais, facilitar a aplicação das regras e a sua
fiscalização, protegendo os mais vulneráveis.