Deco apela a mais transparência e atenção dos consumidores nos seguros para animais
11 de ago. de 2024, 19:11
— Lusa/AO Online
“Ainda temos
poucas reclamações”, disse à Lusa o jurista da entidade, Diogo Martins,
acrescentando que muitas se prendem com o facto de as “seguradoras
dizerem que não cobrem determinada situação”, indicou.O
jurista destacou que, do ponto de vista do consumidor, é “sempre
importante perceber o que é que se está a contratar” e saber que
“existem várias coberturas”, que nem sempre cobrem as despesas que o
cliente espera que fossem abrangidas.Diogo
Martins aconselhou ainda os tutores de animais a “consultar sempre mais
do que uma seguradora” para encontrarem o que melhor se adequa às suas
necessidades.Para o jurista, na maioria
dos casos, as apólices estão escritas em linguagem clara, mas a maioria
das pessoas não leem as condições dos contratos.Ainda
assim, segundo Diogo Martins, quando há problemas, “as seguradoras não
são transparentes, e têm de o ser, visto que, se estão a alegar algo,
têm de o provar”, acrescentando que, muitas vezes, só dizem que o
custo “não está coberto”, sem explicar porquê.“Muitas
vezes o que acontece é as pessoas terem que recorrer a livros de
reclamações, e as seguradoras, ou qualquer outra entidade, são obrigadas
a responder”, nestes casos com alguma profundidade, destacou.O
jurista da Deco pede uma “maior formação dos colaboradores nesse
sentido, porque depois as pessoas acabam por perder a confiança e mudar
de seguradora”.“O seguro de saúde é
importante porque, efetivamente, o único obrigatório é o seguro de
responsabilidade civil e, mesmo assim, é só para aqueles cães
potencialmente perigosos”, disse, mas lembrou que não existe Serviço
Nacional de Saúde para animais e que a contratação de um seguro,
sobretudo numa altura em que o animal ainda é saudável, pode ajudar no
futuro a mitigar despesas.“É preciso ter
em atenção que, pelo facto de o animal estar ou ser saudável, não quer
dizer que não possa acontecer alguma coisa no futuro”, alertou,
acrescentando que “é muito mais difícil depois contratar um seguro de
saúde para um animal quando já tem uma certa idade ou quando já tem
certo tipo de problemas”.