Declarações de deputado do JPP motivam interrupção dos trabalhos no parlamento da Madeira
Hoje 11:54
— Lusa/AO Online
No decurso de uma intervenção
relacionada com segurança dos motociclistas nas vias públicas, Carlos
Teles criticou o desempenho da Câmara Municipal de Santa Cruz, que é
liderada pelo JPP, e Élvio Sousa reagiu dizendo que o presidente daquela
autarquia “pelo menos não foi algemado”.Esta
afirmação foi entendida como uma provocação e uma ofensa, considerando
que o deputado social-democrata foi constituído arguido em setembro de
2024, no âmbito da operação AB INITIO, quando era presidente da Câmara
Municipal da Calheta, e foi presente em tribunal algemado.A
bancada do PSD protestou e gerou-se muita confusão no hemiciclo,
levando a presidente do parlamento, a social-democrata Rubina Leal, a
interromper os trabalhos, ao que se seguiu o intervalo regimental.Quando
os trabalhos foram retomados, Rubina Leal informou que o deputado do
JPP pretendia fazer um “ato de contrição” e Élvio Sousa pediu desculpa,
embora tenha repetido o que inicialmente dissera.“Pedi
desculpa porque existe a presunção de inocência e ser arguido não é ser
culpado”, disse, reforçando: “Somos todos humanos e sensíveis.”O
processo AD INITIO, que investiga suspeitas de criminalidade económica e
financeira, foi desencadeado em 17 de setembro de 2024, tendo sido
constituídos oito arguidos entre autarcas, empresários, funcionários
públicos, titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos.