Decisões encerram risco de divisão da Europa

UE/Cimeira

9 de dez. de 2011, 11:27 — Lusa/AO online

"Seria melhor ter havido uma mudança dos tratados europeus com os 27 países, porque a recusa da Grã-Bretanha e de outros três países encerra o risco de os Estados se distanciarem em questões económicas e orçamentais", disse o político alemão. Na opinião de Oettinger, a decisão de avançar com 23 países para uma união orçamental, e celebrar um acordo separado que inclua um travão à dívida e sanções automáticas para quem não respeitar os critérios de estabilidade "foi a segunda melhor solução". Segundo defendeu, a chanceler alemã Angela Merkel falhou um "resultado muito, muito, importante" para a estabilidade da moeda única, com base nas propostas apresentadas por Berlim e Paris na cimeira europeia. Os títulos das edições electrónicas dos jornais alemães desta manhã, porém, falam num relativo fracasso das negociações, após a recusa de Londres em aderir ao novo tratado ou aceitar alterações ao Tratado de Lisboa, invocando os interesses financeiros britânicos. "Cameron Divide A União Europeia", afirma a edição on-line do semanário Focus. "Negociações sobre Tratado Falharam, Eurogrupo Torna-se União Fiscal", titula o Sueddeutsche Zeitung. O Die Welt afirma praticamente o mesmo na sua página da internet: "Mudanças no Tratado com os 27 Falharam", diz o matutino conservador. O Frankfurter Algemeine, por sua vez, titula "Merkel Impôs-se em quase Toda A Linha", e a página eletrónica da televisão pública ARD afirma, no rescaldo da cimeira, que haverá "Mais Disciplina Nos Orçamentos sem Londres".