Decisão permite organização de atletas e reorganização do projeto
Tóquio2020
30 de mar. de 2020, 18:13
— Lusa/AO Online
“Isto
vem trazer uma grande tranquilidade para os atletas, as federações
desportivas e todos quanto trabalham para poderem participar nos Jogos
Olímpicos e nos Jogos Paralímpicos. Isto traz também a possibilidade, ao
Governo português, de, com tempo, redesenhar tudo o que tem de ver com
os programas de preparação olímpico e paralímpico”, afirmou o
governante, em declarações à agência Lusa.Os
Jogos Olímpicos vão realizar-se entre 23 de julho e 08 de agosto de
2021, anunciou hoje o Comité Olímpico Internacional (COI), menos de uma
semana depois de ter concluído, conjuntamente com o Governo japonês,
remarcar as competições “para uma data posterior a 2020 e nunca depois
do verão de 2021”, devido à pandemia de covid-19.A
decisão de adiar os Jogos Olímpicos foi tomada “para salvaguardar a
saúde dos atletas, de toda a gente envolvida nos Jogos Olímpicos e da
comunidade internacional”.“Quero saudar a
rapidez com o que o Comité Olímpico Internacional decidiu este adiamento
dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos por um ano, depois de dizer que
precisava de algumas semanas para estudar as novas datas”, referiu João
Paulo Rebelo.O secretário de Estado enalteceu os benefícios desta definição, sobretudo na preparação dos atletas.“A
tranquilidade de, agora, com tempo, fazerem as suas preparações, as
suas qualificações. Hoje mesmo soubemos que os Mundiais de atletismo
foram recalendarizados face a este adiamento. Portanto, são boas
notícias pela celeridade com que foram decididas novas datas. Também
positivo é saber-se que o COI e o Comité Paralímpico Internacional
possamos todos trabalhar da melhor forma para os próximos Jogos”,
rematou.O novo coronavírus, responsável
pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o
mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo
menos 142.300 são considerados curados.