"De cadeira de rodas, maca ou padiola", Papa em Portugal em 2023
23 de jun. de 2022, 13:39
— Lusa/AO online
“Não se
preocupem. O Papa vem, de cadeira de rodas, de maca, de padiola, vem”,
disse Américo Aguiar aos participantes nos X Workshops Internacionais de
Turismo Religioso, que estão a decorrer em Fátima.Também
a Cova da Iria está certa no itinerário de Francisco, com Américo
Aguiar a ser também perentório: “o Papa vai estar em Fátima. Não sabemos
se antes, se durante, se depois [da Jornada Mundial da Juventude]”.A
Jornada decorre entre 01 e 06 de agosto do próximo ano em Lisboa, nos
terrenos do chamado Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, sendo
esperados centenas de milhares de jovens de todo o mundo.Considerando-o
“o maior evento em Portugal nos últimos 20 anos”, o bispo auxiliar de
Lisboa recusou-se a apontar estimativas de participantes, embora a
organização esteja a trabalhar em cima de “cenários em baixa, em alta e a
meia-haste”.“Não
queremos ficar reféns dos números”, disse Américo Aguiar, para quem
este evento É dirigido “a todos os jovens e não apenas aos jovens
católicos”.O
prelado sublinhou, também, que nos dias anteriores à JMJLisboa2023,
muitos milhares de jovens vão andar “à solta pelo país”, sendo um dos
destinos “incontornáveis” o Santuário de Fátima, com cujos responsáveis a
organização da Jornada já está a trabalhar.Também
com o Governo tem estado a ser vista a necessidade de “potenciar as
capacidades aeroportuárias do país, seja através de Beja ou de
infraestruturas militares”, disse Américo Aguiar, alertando para os
muitos milhares de jovens que chegarão a Portugal de avião.Na sua intervenção, o bispo auxiliar de Lisboa deixou ainda uma nota de ligação da JMJ a Portugal desde o início do evento.“Dizem
as lendas que a inspiração para as Jornadas Mundiais da Juventude teve
lugar em Portugal, quando João Paulo II teve um encontro com jovens no
Parque Eduardo VII, em Lisboa, em 1982”, afirmou o prelado.Instituição
que também está a orientar a sua programação para a JMJ de 2023 é o
Santuário de Fátima, cujo reitor, padre Carlos Cabecinhas, hoje afirmou
que “Fátima é uma realidade cada vez mais global, como ficará provado
com a JMJ”.Carlos
Cabecinhas, na sua intervenção nos X Workshops Internacionais de
Turismo Religioso mostrou-se convicto de que “a retoma do turismo
religioso será mais lenta”, tendo em conta que ainda se está a recuperar
de dois anos de pandemia, a que se juntaram “a guerra na Ucrânia e os
problemas económicos relacionados com a inflação crescente”.Apesar
de tudo, até maio deste ano, o número de peregrinos que passaram pelas
cerimónias no Santuário de Fátima já suplantou o total verificado nos 12
meses de 2021, que foi de 2,5 milhões.“2022 é um ano de clara recuperação”, disse o reitor.