Dadores de sangue consideram-se mal informados sobre colheita

Saúde

28 de jul. de 2008, 11:23 — Lusa/AO online

A associação de defesa dos consumidores concluiu que os dadores têm uma imagem positiva dos serviços de recolha, "mas pedem mais esclarecimentos sobre riscos e benefícios da dádiva e maior promoção dos locais e datas", baseando-se nos resultados de um inquérito que realizou junto de 2.400 portugueses, publicados na revista Teste Saúde de Agosto.     A DECO revela que metade dos inquiridos considera-se mal informada sobre a doação de sangue e 71 por cento deles consideram não ter informações suficientes sobre a transfusão, "embora a maioria acredite que é segura".     A associação salienta que apenas um quarto dos inquiridos acertou em cinco de 10 questões sobre a matéria e "poucos sabem, por exemplo, que as mulheres podem dar sangue três vezes por ano e os homens quatro e que é possível dar e receber componentes do sangue".     A maioria dos dadores (59 por cento) "declarou não ter recebido o documento de consentimento informado na última doação" e 12 por cento dos que o receberam consideram-no pouco elucidativo, revela ainda a associação, salientando que "este documento é apresentado sistematicamente, mas confunde-se com o inquérito sobre saúde que todos os dadores preenchem".     O inquérito revelou ainda que, apesar da falta de informação, quase todos os dadores consideram a experiência positiva, mas só um quinto afirmou ter sido informado de que na dádiva há riscos, como por exemplo dor ligeira e tonturas.     Face a estes resultados, a DECO aconselha o Ministério da Saúde a "intensificar a promoção aos locais de recolha", pedindo que as equipas que fazem a colheita apostem mais no esclarecimento, que o documento de consentimento informado seja "mais claro quanto aos riscos e benefícios" e que seja entregue uma cópia deste ao dador.     Quanto aos serviços de recolha, 88 por cento dos inquiridos considerou satisfatórios os locais onde deram sangue e a maioria recomendaria o local, tendo sido destacado como muito positiva a relação entre o dador e o profissional de saúde e como negativo "o tempo de espera, conforto da sala, dificuldades de parqueamento do carro e sinalização dos serviços nos hospitais".