Cultura representa 0,25% da despesa total consolidada da Administração Central
OE2022
12 de out. de 2021, 11:41
— Lusa/AO Online
De acordo com o quadro da
despesa consolidada por programas orçamentais, publicado com a proposta
de lei do Orçamento do Estado, entregue na segunda-feira à noite no
parlamento, a despesa total prevista da Administração Central para o
próximo ano ascende a 154,642 mil milhões de euros, o que situa o
orçamento do Ministério da Cultura, para os cerca de 20 organismos
tutelados, sem RTP, em 0,25% do valor global.Esta
margem sobe a 0,41% considerando a despesa total consolidada de 644
milhões de euros para a Cultura, com os cerca de 254 milhões da
comunicação social, na maioria destinados à RTP.Em
função da despesa efetiva (excluída de encargos com ativos e passivos
financeiros), que o Governo situa em 79,406 mil milhões de euros, os 390
milhões de euros representam 0,49%.Ainda
segundo o quadro da despesa consolidada por programas orçamentais, a
despesa prevista na área da Cultura é a terceira mais baixa, depois da
destinada à Representação Externa (524,4 milhões) e ao Ministério do Mar
(174,8 milhões).Sem RTP, a despesa
consolidada da Cultura (390 milhões) é a segunda mais baixa dos
programas orçamentais da Administração Central.No
quadro plurianual das despesas, porém, a Cultura, no contexto das
"missões de base orgânica", que congregam a despesa e as fontes de
financiamento público do setor, prevê um limite de despesa de 927,4
milhões de euros para 2022.Há um ano, na
proposta de orçamento, a área da Cultura, sem comunicação social,
representava 0,21% da despesa total consolidada da Administração
Central.O Programa Orçamental da Cultura,
exclusivo do Ministério da Cultura e das entidades por si tuteladas,
prevê uma despesa total consolidada de 644 milhões de euros, na proposta
de Orçamento do Estado para 2022, que se fixa em 390 milhões, para o
setor, excluindo a dotação da RTP.Estes
valores representam um acréscimo de 17,6% "face à execução estimada até
ao final de 2021" e de 9,2%, em relação ao valor da verba total
disponível para este ano.Na medida
específica da Cultura, que exclui a Comunicação Social (RTP),
verifica-se um aumento "de 70,1 milhões de euros face ao orçamento de
2021", o que se traduz em mais 21,9%, em relação aos cerca de 320
milhões disponíveis para despesa este ano, segundo o texto da proposta
de Orçamento do Estado para 2022, entregue no parlamento, na
segunda-feira."O Programa Orçamental da
Cultura evidencia, no orçamento de 2022, uma dotação de despesa total
consolidada de 644 milhões de euros, o que excede em 17,6% [...] a
execução estimada até ao final de 2021" e um "crescimento de 9,2% face a
2021", em termos de receita prevista, ou seja, do valor disponível para
despesa, na área de tutela do Ministério da Cultura.Estes
644 milhões de euros correspondem a uma "despesa efetiva" total de
634,4 milhões de euros, estimada para o próximo ano, de acordo com o
texto aprovado pelo Governo."Excluindo a
Rádio e Televisão de Portugal [...], a despesa total consolidada da
Cultura prevista para 2022 ascende a 390 milhões de euros, representando
um acréscimo de 70,1 milhões de euros face ao orçamento de 2021
(+21,9%)", lê-se na proposta.Na estrutura
de distribuição da despesa por medidas (“Comunicação Social” e
"Cultura"), verifica-se que a primeira representa cerca de 47,9% da
despesa, "resultante inteiramente do orçamento da RTP".A
medida “Cultura” representa 44,5% do total, contendo a despesa das
restantes entidades, sob tutela do Ministério da Cultura, e que fazem
parte do Programa Orçamental.A dotação de
despesa incorpora ainda a aplicação do Plano de Recuperação e
Resiliência (PRR) que, no domínio da Cultura, integra duas áreas de
investimento: património cultural e redes culturais e transição digital.A
medida “Plano de Recuperação e Resiliência”, segundo a proposta
aprovada pelo Governo, representa 7,2% da despesa, "destacando-se o
contributo" para "os orçamentos do Gabinete de Estratégia, Planeamento e
Avaliação Culturais (inserido na Gestão Administrativa e Financeira do
Ministério da Cultura) e do Fundo de Salvaguarda do Património
Cultural", como se lê na proposta.A
despesa total consolidada tem em conta todas as fontes de financiamento -
como transferências do Estado, receitas próprias dos diferentes
organismos, fundos estruturais - e diz respeito ao dinheiro que a
Cultura prevê aplicar no próximo ano.O
Governo entregou na segunda-feira à noite, na Assembleia da República, a
proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE22), que prevê que a
economia portuguesa cresça 4,8% em 2021 e 5,5% em 2022.O
primeiro processo de debate parlamentar do OE2022 decorre entre 22 e 27
de outubro, dia em que será feita a votação, na generalidade. A votação
final global está agendada para 25 de novembro, na Assembleia da
República, em Lisboa.