Cultura é importante na valorização de um território como os Açores
Hoje 09:43
— Rui Jorge Cabral
Por isso, o presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Moita de Macedo, salientou a importância deste setor em termos de “valorização do território” nos Açores. E deu como exemplo a elevação a património mundial do centro histórico de Angra do Heroísmo ou da paisagem da cultura da vinha da ilha do Pico. Paulo Moita de Macedo abriu em Ponta Delgada, no Grand Hotel Açores Atlântico, o Encontro Fora da Caixa em que se falou de economia e cultura. O presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos defendeu igualmente que os Açores deveriam apostar na aquacultura, sendo esta uma área com potencial ao nível da economia do mar. “Atualmente, mais de metade do peixe vendido é proveniente de aquacultura, quando nós aqui ainda andamos a ver se dá ou se não dá, ou se o peixe é melhor ou pior”, alertou Paulo Moita de Macedo. Ao falar da situação atual do mundo, Paulo Moita de Macedo começou por explicar as três metáforas da gestão do risco em economia: a do ‘elefante negro’, um risco provável que foi ignorado; a do ‘cisne negro’, um elevado risco altamente improvável e a da ‘medusa negra’, um risco conhecido mas que ganha proporções não previstas. “Costumava-se dizer que um ‘cisne negro’ acontece de 100 em 100 anos... Mas em três anos, veja-se quantos ‘cisnes negros’ tivemos”, lembrou o presidente da comissão executiva da Caixa Geral de Depósitos, referindo-se à situação de instabilidade que se vive no mundo atualmente. Por isso, concluiu, “se estamos à espera de tempos muito sossegados ou se estamos à espera que isto volte a ser como era para voltarmos a investir, então nunca mais investimos na vida, porque não vai voltar a ser como era, designadamente em termos de certezas”.