CTT emitem selos sobre as festas açorianas do Divino Espírito Santo
29 de jul. de 2020, 12:18
— Lusa/AO Online
De
acordo com uma nota de imprensa da empresa, esta emissão filatélica é
composta por três selos, com uma tiragem de 100.000 exemplares cada,
para envio nacional, europeu e para o resto do mundo.Contempla
também um bloco filatélico limitado a 35.000 exemplares, sendo que o
‘design’ dos selos esteve a cargo de Hélder Soares, do Atelier
Design&etc.O selo para envio nacional
mostra o Teatro do Espírito Santo do Império ou Irmandade do Terreiro em
Porto Judeu, na ilha Terceira, através de uma fotografia de António
Araújo, outra sobre a distribuição do bodo, na ilha do Faial, de
Maurício Abreu, e ainda outra imagem sobre a coroa do Divino Espírito
Santo, uma fotografia de Gaspar Ávila. Já o
selo para envio para a Europa mostra os foliões e cavaleiros da Beira,
Velas, na ilha de São Jorge, numa fotografia de Jorge Blayer Góis; o
“Balho” dos pescadores em Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, de autor
desconhecido; e uma pomba, símbolo central na bandeira do Divino
Espírito Santo, através de António Araújo.OS
CTT revelam ainda que o selo para envio para o resto do mundo mostra a
bênção do bodo e a saída da coroa, nas Bandeiras, da ilha do Pico, numa
fotografia de Maurício Abreu; a confeção das sopas na Copeira de Nossa
Senhora dos Milagres, Império do Espírito Santo dos Milagres, em Vila do
Porto, ilha de Santa Maria, através de uma foto de Ana Pina; a par de
um pormenor da rosquilha de massa sovada enfeitada com flor, na Vila
Nova, da ilha Terceira, numa fotografia de António Araújo.Já
o selo do bloco filatélico tem uma imagem da Casa do Espírito Santo da
ilha do Corvo, fotografada por Jorge Barros; o grupo de foliões da
freguesia da Caveira nas orações à Santíssima Trindade, na Casa do
Espírito Santo da Caveira, na ilha das Flores, através de Pepe Brix; e
as decorações em carro de bois, na ilha de São Jorge, de Karol
Kozlowski. O fundo do bloco mostra um carro de bois na freguesia de Rosais, na ilha de São Jorge, numa fotografia de Jorge Blayer Góis.O
historiador e museológico Francisco Maduro-Dias recorda que os
açorianos recorrem ao Espírito Santo, “sobretudo, em busca de ajuda e
ânimo, porque alguma doença visitou o lar, a vida não corre bem, em
tempo de terramotos ou guerra, quando, perante adversidades em demasia,
as forças tendem a faltar”.O historiador
considera que “é impossível resumir tudo o que estas festas envolvem,
mas, tentando, poder-se-á dizer que são momentos de encontro, de
partilha, de irmandade, de alegria e de paz, celebrando-se, todos os
anos, entre o Domingo de Páscoa e o Domingo da Trindade, sete semanas
depois”.