Cruzeiro que terá casos a bordo fora de águas nacionais
Covid-19
14 de abr. de 2020, 16:24
— Lusa/AO Online
Numa
resposta enviada à Lusa, fonte do Ministério das Infraestruturas e
Habitação acrescentou que foi retirado do navio um tripulante que
necessitava de cuidados de saúde.A mesma
fonte explicou que o navio Marella Explorer II – cujo armador é
britânico e tem bandeira de Malta - saiu das Bermudas (território
britânico) “só com tripulantes”.“O navio
não tinha falta de combustível e não se apresentava nenhuma razão
humanitária para a sua acostagem em Portugal. Ainda assim, tal como a
Autoridade Regional dos Açores referiu, foi retirado pela Força Aérea
Portuguesa um dos tripulantes que necessitava de cuidados médicos, não
devido à Covid-19, sem que o navio tenha acostado em território
nacional”, pode ler-se.A Autoridade de
Saúde dos Açores avançou ter recebido um pedido
de acostagem de um navio de cruzeiros com suspeitos de infeção pelo novo
coronavírus a bordo, informando estar a acompanhar a situação em
articulação com as autoridades nacionais.Segundo
Tiago Lopes, responsável da ASA, foi feita a retirada de um passageiro
desse navio, “por outra situação clínica”, não devido à covid-19, e “que
foi solicitada ao abrigo das relações internacionais”.“Esse paciente já está a ser acompanhado”, acrescentou.O
Ministério das Infraestruturas avança que, de acordo com a ultima
informação, “o Explorer II já se encontra fora de águas portuguesas”.O
organismo refere ainda que, segundo o despacho conjunto do Ministério
da Administração Interna, Ministério da Saúde e Ministério das
Infraestruturas e Habitação, as escalas de navios de cruzeiro no Porto
de Lisboa durante o período de pandemia “encontram-se limitadas a
operações de abastecimento e manutenção”.Segundo
a nota do ministério, “situações pontuais, como a do navio MSC
Fantasia, que envolvam movimentação de tripulações e passageiros estão
sujeitas à análise, autorização prévia e acompanhamento das autoridades
de saúde”.