Cruz Vermelha Portuguesa garante abrigo temporário no aeroporto de Lisboa
Apagão
29 de abr. de 2025, 17:32
— Lusa/AO Online
“A estrutura mantém-se
no aeroporto, está a ser gerida diretamente pela ANA Aeroportos e o
objetivo é manter-se até haver uma regularização da situação a nível das
pessoas que ficaram retidas no aeroporto. (…) Será pelo menos até ao
dia de amanhã [quarta-feira]”, disse à Lusa o coordenador nacional
de emergência da CVP. Gonçalo Órfão
explicou que 200 camas foram montadas numa zona adjacente ao Terminal 1,
em articulação com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa e o
Serviço do Comando Regional de Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo.“Mobilizámos
inicialmente 400 camas, foi o pedido inicial, mas depois na prática
foram montadas 200 camas, foram necessidades evidenciadas, com o recurso
a 18 operacionais e três viaturas, que deram apoio a montar esta
estrutura”, salientou. Questionado sobre
quantas pessoas pernoitaram na estrutura da CVP na noite passada, o
responsável observou que “todo fluxo aeroportuário é dinâmico” e que,
por isso, não há números exatos, mas que “passaram centenas de pessoas”.
“O objetivo foi criar um espaço de repouso adicional para as pessoas que tiveram de pernoitar no aeroporto”, vincou.Numa publicação na rede social Instagram, a CVP indicou que garantiu “conforto e abrigo temporário a cerca de 540 pessoas”. O
coordenador nacional de emergência da CVP disse ainda que, durante o
dia, “não houve nenhuma solicitação de apoio, quer de socorrismo de
emergência, quer de uma intervenção de problemas de socorros
psicológicos” no aeroporto Humberto Delgado. Ao
início da tarde, a ANA avançou que a operação nos aeroportos nacionais
estava hoje a decorrer com normalidade, embora estivessem a persistir
alguns impactos relacionados com os voos cancelados ou atrasados de
segunda-feira, devido ao apagão, e afluência elevada para entrega de
bagagens.A ANA deu conta de uma elevada
afluência nos balcões das companhias aéreas, para reagendamento de voos
cancelados e de serviços de assistência em terra (‘handling’), para
entrega de bagagens.Centenas de
passageiros aguardavam esta manhã a entrega das respetivas bagagens que
na segunda-feira não foram imediatamente desembarcadas no momento das
chegadas devido ao apagão, constatou a Lusa no local.Além
do aeroporto de Lisboa, também foi ativada uma zona de emergência na
delegação da CVP de Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto, no distrito
de Braga, com capacidade de oxigenoterapia para pessoas “com
necessidades de tratamentos específicos”, tendo conseguido “resolver
localmente” os casos.