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Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2022 foi hoje analisado
no Conselho Superior de Segurança Interna, numa reunião presidida pelo
ministro da Administração Interna.Em
conferência de imprensa após a reunião, o secretário-geral do Sistema de
Segurança Interna (SSI), Paulo Vizeu Pinheiro, explicou que, para fazer
a análise da criminalidade registada pelas forças e serviços de
segurança em 2022, é “necessário existir uma comparação com 2019”, uma
vez que 2020 e 2021 foram influenciados por medidas restritivas devido à
pandemia da covid-19.No entanto, o RASI
de 2022, que vai ser entregue na sexta-feira na Assembleia da República,
mantém a estrutura de comparação anual, precisou.Segundo
o secretário-geral do SSI, o ano 2022 apresentou um aumento da
criminalidade geral na ordem dos 14,1%, com o registo de mais 42.451
participações relativamente a 2021, enquanto em comparação com 2019
verificou-se uma subida de 2,5%.Em relação
à criminalidade violenta e grave, verificou-se no ano passado um
aumento de 14,4% face a 2021, mas em relação 2019 registou-se uma
descida de 7,8%. “Em termos comparativos
de pós e pré-pandemia, a tendência relativa a crimes graves e violentos
prossegue ainda numa curva descendente”, disse Paulo Vizeu Pinheiro,
considerando que “importa manter os níveis de vigilância e evitar
complacências”. Entre os crimes que mais
subiram em 2022 constam o roubo na via pública e roubo por esticão, que
representam 53% da criminalidade violenta e grave, a violência
doméstica, que subiu 15% em relação a 2021 (+3.968 casos), criminalidade
grupal, com uma subida de 18% (+898 participações), e delinquência
juvenil, que aumentou 50,6% em relação a 2021, com mais 567
participações.