Costa Silva defende equilíbrio entre habitação e expectativas do alojamento local
28 de fev. de 2023, 12:19
— Lusa/AO Online
“Precisamos
de encontrar um equilíbrio entre os problemas da habitação, que é
absolutamente fulcral no nosso país, e também as expectativas que foram
criadas ao nível do alojamento local e preocupa-me, sobretudo, nas zonas
fora das grandes áreas metropolitanas, onde muita gente investiu as
suas mais-valias e, portanto, tinham expectativas”, afirmou o ministro
da Economia e do Mar.António Costa Silva
falava à margem da primeira conferência VisitPortugal, em Lisboa, sobre o
setor do turismo, de onde têm surgido vozes a criticar medidas do
programa do Governo Mais Habitação, nomeadamente a intenção de limitar
os espaços de alojamento local.O
governante disse ainda que a discussão pública do programa poderá levar o
Governo a “afinar e calibrar” as medidas que venham a ser tomadas em
termos de habitação.“Penso que tem de
haver esse equilíbrio entre a resolução do problema da habitação e
depois o desenvolvimento das outras atividades económicas”, insistiu.Questionado
sobre as afirmações do presidente da Associação dos Diretores de Hotéis
de Portugal (ADHP), Fernando Garrido, que defendeu, em entrevista à
Lusa, a valorização das profissões, para atrair trabalhadores e
estudantes para um setor que não é considerado "sexy", Costa Silva
lembrou que há “vários programas” a decorrer para apostar nos empregos
da hotelaria, vincando que “sem recursos humanos bem formados” não
haverá “crescimento consistente da indústria turística”.“O
PIB [produto interno bruto] do país atingiu, o ano passado, mais de
210.000 milhões de euros, o turismo deu uma contribuição inestimável e o
país precisa de crescer e crescer de forma consistente para o futuro,
não só na área do turismo, também nos outros setores”, apontou o
ministro da Economia.Para Costa Silva, é
preciso “apontar agora aos 250.000 milhões de euros”. “Para isso, temos
de galvanizar o país, galvanizar todos os setores, ter políticas
públicas ainda mais amigas e que consigam fazer essa transformação”,
acrescentou.O Instituto Nacional de
Estatística (INE) confirmou hoje o crescimento do PIB de 6,7% em 2022, o
mais alto desde 1987, mantendo, assim, a variação de crescimento
avançada em 31 de janeiro e que se situa uma décima abaixo da previsão
do Governo.A autoridade estatística
divulgou também hoje que o setor do alojamento turístico ultrapassou os
níveis pré-pandemia em janeiro, com 1,5 milhões de hóspedes e 3,5
milhões de dormidas, mais 3,2% e 6,5% do que no mesmo mês de 2020.