Costa salienta que há 11 mil milhões de euros de encomenda pública às empresas
PRR
16 de abr. de 2021, 17:43
— Lusa/AO Online
"Do
conjunto deste plano, de encomenda pública às empresas, há 11 mil
milhões de euros, para além dos benefícios indiretos, seja o
investimento nas qualificações ou na redução de custos de contexto, e
para além dos apoios diretos", frisou António Costa, que falava na
apresentação do PRR, no Convento São Francisco, em Coimbra.O primeiro-ministro sublinhou que "as empresas são parceiros fundamentais na execução deste plano"."Quando
falamos em habitação, serão as autarquias ou o IHRU [Instituto da
Habitação e da Reabilitação Urbana] que vão executar a encomenda. Mas
vão encomendar a quem? Às empresas. Quando estamos a falar na
digitalização da Administração Pública ou das empresas, quem vai
desenvolver as aplicações? Quem vai melhorar a infraestrutura? As
empresas. Quando falamos em eficiência energética, quem vai realizar
seja a substituição das janelas, a intervenção nas coberturas ou
instalar os painéis solares? As empresas", notou.António
Costa afirmou que estes valores vão além dos apoios diretos às empresas
no PRR, que são de cerca de 4,9 mil milhões de euros, mas que poderão
ir até aos 7,2 mil milhões de euros.Durante
a sua intervenção, o primeiro-ministro destacou também outros
investimentos no PRR que beneficiam as empresas, nomeadamente a
qualificação de recursos humanos, que irá aumentar "o potencial
produtivo das empresas", e o investimento "muito forte na redução de
custos de contexto", com a aposta em algumas infraestruturas críticas.O
líder do Governo realçou ainda a aposta em "fazer algo diferente", ao
ser lançado um desafio às instituições de ensino superior e ao sistema
científico português de olharem para os produtos da sua investigação,
que já estejam num estado de maturidade avançado, e procurarem
estabelecer um consórcio para a criação de novas indústrias."Com
uma empresa ou empresas pegar nesse conhecimento e transformarem de
forma inovadora um produto que melhore o perfil da nossa economia ao
termos aqui novas indústrias de maior valor acrescentado em áreas
inovadoras", acrescentou.Essa área do PRR
tem disponível 1.364 milhões de euros (valor que poderá aumentar) e não
pretende apoiar "100 projetos", mas antes "quatro, cinco, seis, sete,
oito", num processo "muito seletivo" que aposta em iniciativas que
possam fazer "uma diferença significativa", salientou."Não
faltam nas universidades, nos politécnicos, nos centros de
investigação, projetos, saber mesmo à espera de um dote para o casamento
necessário com as empresas. É por isso que este programa é mito
diferente dos programas que são financiados pelos fundos comunitários",
asseverou.