Costa salienta apoios à restauração e majorações destinadas à animação noturna
Covid-19
2 de dez. de 2020, 11:17
— Lusa/AO Online
Esta
posição foi transmitida por António Costa em declarações à agência Lusa
e RTP no Centro Cultural de Belém em Lisboa, momentos antes de se
reunir por videoconferência com o presidente do Parlamento Europeu,
David Sassoli - um encontro que se destinou a preparar a presidência
portuguesa do Conselho da União Europeia no primeiro semestre de 2021.Interrogado
sobre protestos de empresários dos setores da restauração e da animação
noturna, estando um grupo em greve de fome em frente à Assembleia da
República, o primeiro-ministro defendeu que estes dois ramos de
atividade tiveram desde o início da epidemia da covid-19 um regime de
apoios distinto.Segundo dados do Governo
apresentados por António Costa, no setor da restauração, "o conjunto de
medidas que serão aplicadas até ao final do ano totalizam 1100 milhões
de euros, sendo cerca de metade a fundo perdido". "O
setor da animação noturna, que por força da lei está encerrado há
vários meses, pode não só manter-se no regime do lay-off simplificado,
com total isenção de Taxa Social Única, como dispõe de uma majoração no
programa "Apoiar", que tem 750 milhões euros a fundo perdido destinados
às empresas".No âmbito do programa
"Apoiar", de acordo com o primeiro-ministro, as empresas de animação
noturna "têm até uma majoração de 50% relativamente às restantes, porque
estas têm uma imposição por força da lei que as impede de funcionar,
sendo por isso maiores do que acontece para as outras"."Não
é verdade essa ideia de que os contribuintes não estejam a fazer um
grande esforço para apoiar a economia e as empresas, já que grande parte
destes apoios são recursos nossos e não da União Europeia. São recursos
da Segurança Social, das contribuições dos portugueses", frisou.António
Costa assumiu depois que os setores do turismo e da animação estão a
ser particularmente atingido pelas consequências da crise sanitária, mas
apontou diferenças em termos de quebra de faturação."Em
regra, os restaurantes apresentam uma quebra de faturação de cerca de
31%, mas há setores, como o das agências de viagens, que têm mais de
70%, ou a hotelaria com cerca de 60%. Não podemos achar que o problema é
só nosso. Infelizmente, o problema é muito generalizado em vários
setores da atividade económica", respondeu o primeiro-ministro.
Na perspetiva do líder do executivo, face à situação que atravessa o
país, "este não é tempo para tensões e para radicalismos". "É
um momento para todos compreendermos a necessidade que existe de apoio
mútuo e há uma prioridade que tem de estar no topo, que é a da
preservação da saúde pública", acrescentou.