Costa pede maior coordenação e colaboração na ação de segurança entre a GNR e a PSP
5 de set. de 2023, 08:42
— Lusa/AO Online
António
Costa transmitiu esta posição no encerramento da cerimónia de posse dos
novos comandante-geral da GNR, tenente-general Rui Veloso, e diretor
nacional da PSP, superintendente-chefe Barros Correia, que decorreu no
Ministério das Finanças.“Esta cerimónia
reveste-se de um simbolismo muito especial. Pela primeira vez, temos uma
cerimónia comum de posse do comandante-geral da GNR e do diretor
nacional da PSP e com ela reafirmamos simultaneamente, quer a natureza
dual do nosso sistema de forças de segurança – uma de natureza militar,
outra de natureza civil -, mas reafirmamos também a determinação de
ambas trabalhares, no respeito pelas competências próprias de cada uma,
em estreita cooperação, colaboração e camaradagem no desempenho da
missão comum de garantir a segurança dos cidadãos”, declarou o
primeiro-ministro,Com os ministros da
Administração Interna e da Defesa, bem como com os diretor nacional da
PJ, a procuradora geral da República e o presidente da Câmara de Lisboa a
escutarem a sua intervenção, António Costa acentuou que a produção de
segurança é cada vez mais uma tarefa exigente e colaborativa.“Exige
uma cultura de segurança na sociedade”, advertiu, antes de estender a
obrigatoriedade de coordenação entre GNR e PSP ao conjunto do sistema
das Forças Armadas e demais forças de segurança.Na
sua intervenção, o primeiro-ministro elogiou a ação da PSP e da GNR e
referiu os crescentes desafios a que estão sujeitas, nomeadamente,
agora, com funções ao nível do controlo das fronteiras.“A
GNR e a PSP já não limitam a sua ação à manutenção da ordem pública, à
segurança de pessoas e bens e à regulação do trânsito. Hoje são polícias
integrais, assumem um papel decisivo na prevenção da criminalidade, na
investigação criminal e respondem à evolução da sociedade na exigência
do combate à violência doméstica, no reforço da segurança nas escolas,
no acompanhamento de idosos isolados ou na promoção do bem-estar
animal”, observou o líder do executivo.António
Costa frisou ainda que a PSP e GNR já não limitam as suas missões ao
território nacional e integram diversas missões internacionais no âmbito
da cooperação ou sob a égide da ONU ou da União Europeia.Na
parte final da sua intervenção, o primeiro-ministro procurou destacar a
ideia de que a PSP e GNR representam um fator de confiança na sociedade
portuguesa, e deixou uma garantia.“Por
mim, resta-me confirmar o compromisso do Governo de determinação na
execução dos objetivos de valorização da GNR e da PSP”, declarou.Segundo
o Governo, a escolha de Rui Veloso para comandante-geral da GNR foi uma
decisão tomada em conjunto pelo primeiro-ministro, António Costa, pela
ministra da Defesa, Helena Carreiras, e pelo ministro da Administração
Interna, José Luís Carneiro.Já a escolha
de Barros Correia para diretor nacional da PSP foi tomada em conjunto
pelo primeiro-ministro e pelo ministro da Administração Interna.O
tenente-general Rui Veloso, 53 anos, foi promovido ao atual posto no
dia 16 de agosto de 2023 e vai ser o primeiro comandante-geral da GNR
oriundo da própria Guarda, até agora comandada por oficiais generais do
Exército.Atual segundo comandante-geral da
Guarda, Rui Veloso comandou ainda o Grupo de Intervenção de Proteção e
Socorro (atual Unidade de Emergência de Proteção e Socorro), tendo ainda
desempenhado quatro missões no estrangeiro.O
superintendente-chefe Barros Correia, 58 anos, ocupa desde 2018 o cargo
de secretário-geral dos Serviços Sociais da PSP, tendo exercido as
funções de presidente do Grupo de Cooperação Policial da União Europeia
durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia,
comandante regional dos Açores e oficial de ligação do Ministério da
Administração Interna na Embaixada de Portugal na República Democrática
de São Tomé e Príncipe.