Costa garante atualização das pensões em 2024 de acordo com a lei
17 de abr. de 2023, 16:41
— Lusa
António
Costa falava em conferência de imprensa, no final de uma reunião
extraordinária do Conselho de Ministros, depois de ter anunciado que, a
partir de julho, os pensionistas vão ter um aumento de 3,57% nas suas
pensões.Interrogado sobre a evolução
futura das pensões em Portugal, o líder do executivo procurou deixar uma
certeza: “Em 2024, não há dúvidas nenhumas, todos terão um aumento que
corresponderá à pensão a que têm direito de acordo com a aplicação
estrita da Lei de Bases da Segurança Social”, declarou.Perante os jornalistas, António Costa voltou a sustentar a tese de que o Governo “cada passo que dá, dá com segurança”.“O
nosso compromisso é o de que nunca há cortes e todos os anos há aumento
das pensões. Mesmo no ano em que havia dúvidas se a sustentabilidade da
Segurança Social permitia a aplicação da fórmula prevista na lei [para a
atualização das pensões], o Governo encontrou uma fórmula diversa de
assegurar que ninguém perdia rendimento este ano”, disse, numa alusão ao
conjunto de medidas que o seu executivo anunciara em setembro de 2022
relativamente à política de pensões.De
acordo com o primeiro-ministro, as medidas que adotadas pelo seu Governo
“permitiram que a economia tivesse um desempenho melhor do que se
estimava e que a evolução da sustentabilidade da Segurança Social fosse
melhor do que se previa”.“Portanto, hoje
estarmos em condições de, com toda a confiança, podermos dizer que pode
haver um aumento intercalar das pensões a partir de julho”, acrescentou.O
primeiro-ministro citou depois o Programa de Estabilidade hoje
divulgado, dizendo que está prevista uma melhoria da situação económica.“Essa
melhoria irá sustentar que, até 2026, no final da legislatura, o
Governo irá continuar a cumprir passo a passo o que está estabelecido”,
disse, já dois de ter reiterado a promessa do ministro das Finanças,
Fernando Medina, segundo a qual, nos quatro próximos anos, “haverá um
desagravamento do IRS na ordem dos dois mil milhões de euros”.Logo no começo do período de perguntas da conferência de imprensa, António Costa referiu-se à questão da carga fiscal.“No
conceito de carga fiscal temos de distinguir receitas de impostos e
receitas da Segurança Social. No que diz respeito aos impostos,
particularmente em receita de IRS, desde 2016 até hoje, já diminuímos em
dois mil milhões de euros aquilo que os portugueses pagam. Vamos
prosseguir ano após ano a trajetória de redução da carga fiscal em IRS”,
assinalou.António Costa disse a seguir
que essa redução far-se-á “pelos mais diversos meios”, observando que o
seu executivo já tomou medidas como o desdobramento dos escalões, o IRS
Jovem ou por concessão de aumentos de deduções dirigidos a setores
sociais específicos.“Já a receita da
Segurança Social tem aumentado não por qualquer aumento de taxas mas por
boas razões. Há mais pessoas empregadas e há também uma subida das
remunerações médias, fatores que têm aumentado a receita”, defendeu.