Costa estreia-se a presidir a cimeiras europeias em reunião entre líderes da UE e Balcãs
17 de dez. de 2024, 16:05
— Lusa/AO Online
No cargo
há cerca de duas semanas, António Costa irá na quarta-feira presidir à
cimeira UE-Balcãs Ocidentais, considerando que “o atual contexto
geopolítico exige que seja dado um novo impulso ao trabalho da União com
os países da região”, segundo a carta-convite por si enviada aos chefes
de Governo e de Estado europeus.Na
antevisão deste encontro de alto nível, que decorre no edifício do
Conselho Europeu em Bruxelas, fontes europeias apontaram que “não é por
acaso” que António Costa decidiu iniciar o seu mandato com esta cimeira
UE-Balcãs Ocidentais, uma vez que o antigo primeiro-ministro português
tem estado, nas suas novas funções europeias, “muito concentrado” na
região.Apesar de o tema do alargamento não
fazer parte desta cimeira, as mesmas fontes comunitárias admitem que o
processo seja abordado, por estar ligado à parceria de ambos os blocos,
nomeadamente quando se teme um alastramento das tensões causadas pela
invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, o que se entende que deve
ser contido através da adesão à UE.“O
objetivo da cimeira é, naturalmente, continuar a enviar uma mensagem
política forte de que esta parceria estratégica entre a UE e os Balcãs
Ocidentais é mais importante do que nunca, que está a avançar e que está
a avançar em termos concretos e com ações concretas”, referiu uma das
fontes europeias.Numa altura em que vários
países da região se encontram à espera há vários anos para entrar no
bloco comunitário, a reunião está então marcada para um dia antes do
também primeiro Conselho Europeu presidido por António Costa.Os
principais temas em debate são o reforço da integração UE-Balcãs
Ocidentais através do plano de crescimento, o aprofundamento do
compromisso político e estratégico em vários domínios, incluindo a
política externa e de segurança, a construção de uma base económica para
o futuro e atenuar o impacto da guerra da Ucrânia causada pela invasão
russa e a cooperação na gestão das migrações e na luta contra a
corrupção e a criminalidade organizada.