Costa em Nova Iorque para discursar na Assembleia Geral das Nações Unidas
6 de set. de 2022, 16:32
— Lusa/AO Online
De acordo com uma nota do gabinete
do primeiro-ministro divulgada, António Costa deverá discursar
perante a 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas no dia 22, regressando
em seguida a Lisboa.Na primeira vez em que
discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de setembro de
2017, o primeiro-ministro frisou que as prioridades da política externa
de Portugal são as prioridades definidas pelo secretário-geral das
Nações Unidas, António Guterres, numa intervenção em que também destacou
"o compromisso solene" do país em relação ao multilateralismo.No
mesmo discurso António Costa defendeu a existência de uma reforma do
Conselho de Segurança, alargando-o a países como o Brasil e a Índia, e
reiterou o desígnio de o português figurar entre as línguas oficiais das
Nações Unidas."Aproveito para referir a
importância da língua portuguesa, que se afirma hoje como um instrumento
de comunicação com dimensão global. Em meados deste século, o português
deverá contar com quase 400 milhões de falantes, o que tem justificado a
sua elevação a língua oficial em diversos organismos internacionais. A
adoção do português como língua oficial das Nações Unidas permanece um
desígnio comum dos Estados Membros da CPLP", referiu o
primeiro-ministro.No plano político,
António Costa advogou também a reforma do Conselho de Segurança "para
lhe assegurar uma representatividade acrescida do mundo atual"."O
continente africano não pode deixar de ter uma presença permanente, e o
Brasil e a Índia são dois exemplos incontornáveis. Por outro lado, a
complexidade dos problemas globais que hoje enfrentamos impõe a
necessidade de cultivar as parcerias, envolvendo não apenas os Estados,
mas também as sociedades civis, as instituições financeiras
internacionais, as entidades públicas e privadas", sustentou.Outro
ponto da intervenção foi destinado a frisar que Portugal estará
empenhado no objetivo da abolição universal da pena de morte, num
discurso em que também defendeu a tese de que preservar o planeta é
cultivar a paz no mundo.