Costa diz que UE continua empenhada no Acordo de Paris após renúncia dos EUA
22 de jan. de 2025, 13:05
— Lusa/AO Online
“Vamos continuar empenhados nos
objetivos de desenvolvimento sustentável, no pacto para o futuro e no
Acordo de Paris”, disse António Costa, perante os eurodeputados, em
Estrasburgo, França.No Parlamento Europeu
(PE), o presidente do Conselho Europeu disse que a UE está empenhada em
“todos os compromissos internacionais”, incluindo as decisões para
debelar as alterações climáticas e as desigualdades.O
republicano Donald Trump foi empossado há dois dias e anunciou pouco
depois que os Estados Unidos da América (EUA) iam deixar o Acordo de
Paris de 2015, que estabeleceu objetivos para mitigar e adaptar os
países às consequências das alterações climáticas.O
acordo também estipulou a necessidade de reduzir as emissões de gases
com efeito de estufa e a pegada carbónica dos países, para tentar
contrariar uma tendência já com consequências meteorológicas
devastadoras para algumas regiões do planeta.Aludindo
às palavras de Donald Trump sobre um protecionismo norte-americano, o
presidente do Conselho Europeu sublinhou que a UE “é um projeto para a
paz, que é estável há décadas por valorizar as alianças que fez”,
nomeadamente com os EUA, ressalvando a “interdependência económica" e
importância de "sociedades integradas”.No
entanto, face à imprevisibilidade geopolítica internacional, o
ex-primeiro-ministro português advogou que a UE precisa de assumir “uma
responsabilidade maior sobre a sua defesa, autonomia estratégica e
soberania”.“Estamos no caminho para construir a União da defesa”, sustentou António Costa.O
presidente do Conselho Europeu também apontou para outras partes do
planeta, já que em Washington a diretiva é o protecionismo.“Uma
vez que o mundo é multipolar, expressões como o sul global ou norte
global não têm sentido. Na verdade, o mundo é plural, requer abordagens
específicas e ainda mais energia e empenho da nossa parte”, completou.António
Costa apontou as cimeiras nos primeiros seis meses de 2025 com a África
do Sul, países da Ásia central, Brasil e Japão como oportunidades para a
UE reforçar parcerias que “avancem nos desafios de maneira coletiva e
eficaz”.