Costa diz que emprego está 'no máximo e empresas exportam como nunca'
3 de mai. de 2023, 19:43
— Lusa/AO Online
“Se estivéssemos aqui há quatro
anos e nos dissessem: Vamos ter uma pandemia que vai parar o mundo
inteiro. Dizia, está aqui um maluco, alguém acredita nisto? Que vamos
sair da pandemia, vai haver uma guerra na Europa em que vai aumentar o
preço da energia 160%, 200%. Dizia: ainda mais maluco está. A verdade é
que passamos por isso tudo, temos estado a passar por isso tudo”,
declarou António Costa, durante um almoço com empresários organizado
pela Associação Empresarial do Minho, em Guimarães, acrescentando.“E
não obstante de estarmos a passar por isso tudo, a verdade é que o
emprego está no máximo, as empresas não fecharam, a economia está a
crescer como há muitos anos não crescia, as empresas estão a exportar
como nunca tinham exportado. E, portanto, só temos uma razão para dizer:
venham os desafios e vamos vencer. E é isso que vamos fazer”, referiu
Costa, durante mais uma iniciativa inserida nos dois dias do programa
‘Governo + Próximo’, que decorrem hoje e na quinta-feira, no distrito de
Braga.Para o primeiro-ministro é importante que haja “foco e confiança” no futuro.“Acho
que nos devemos focar. Acho que temos boas razões para ter confiança,
que é uma condição fundamental do país. [Em] Tudo, para vencermos os
desafios, é termos confiança nas condições que temos. E a confiança não é
não ter consciência dos obstáculos, é ter a consciência que temos a
capacidade de superar os obstáculos. Porque não há vida, não há desafio,
em setor nenhum, em nenhuma atividade que não tenham obstáculos. Nas
vossas empresas já enfrentaram muitos obstáculos e vão enfrentar muitos
obstáculos”, afirmou o líder do Governo, no seu discurso.Nesse
sentido, António Costa destacou que o essencial é haver confiança para
que, “apesar desses obstáculos”, se consiga criar as condições “para os
poder vencer”.“E é isso que o país tem de
sentir pela frente”, frisou o primeiro-ministro, que se fez acompanhar
dos ministros da Presidência, Mariana Vieira da Silva, da Economia,
António Costa Silva, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.O
líder do Governo assumiu ter uma “profunda convicção” que Portugal
reúne todas as condições para “dar um grande salto em frente”. “E
a minha profunda convicção é que, com aos recursos humanos que nós
temos hoje, com a resiliência do tecido empresarial que nós temos hoje,
com a capacidade de inovação que o sistema científico e tecnológico hoje
permite às empresas terem, com a vantagem comparativa que temos neste
contexto de dupla transição energética e digital, nós temos todas as
condições para dar um grande salto em frente”, vincou António Costa.Para quinta-feira está marcada a realização do Conselho de Ministros em Braga.