Costa defende que país preparou-se para segunda vaga pandémica no “outono-inverno”
Covid-19
10 de nov. de 2020, 11:26
— Lusa/AO Online
Estas posições
foram publicadas por António Costa na sua conta pessoal na rede social
Twitter, numa série de mensagens em que o próprio líder do executivo
começa por colocar a questão se será verdade que o país não se preparou
para a pandemia no período do outono e inverno.António
Costa refere depois que em março passado, no começo da covid-19 em
Portugal, a linha SNS24 podia atender até dez mil telefonemas, mas hoje
"tem capacidade para mais de trinta mil". No
que respeita à capacidade de testagem, o primeiro-ministro aponta que
em março passado a média diária era de 2578, sendo hoje de 35348.Nesta
série de comparações, António Costa diz que "em março eram acompanhadas
11842 pessoas em vigilância ativa e hoje são 90088. "Em
março havia cerca duas mil camas que podiam ser afetas a doentes
covid-19, mas hoje há mais de três mil e, com desmarcação de atividade
programada, poderão chegar a 18 mil", salienta.Tal
como já havia afirmado na entrevista que concedeu na segunda-feira à
noite à TVI, o líder do executivo, nestas mesmas mensagens que publicou
no Twitter, defende em seguida que as camas de unidades de cuidados
intensivos para doentes covid-19 passaram de 433 em março para 704 - e o
número de camas poderá atingir 944 "com desmarcação de atividade
programada".No que respeita a
ventiladores, ainda de acordo com os mesmos dados apresentados por
António Costa, "em março havia 1142 e hoje há 1939"."Em
março criámos um regime excecional de contratação de profissionais de
saúde. Hoje já contratámos 6883 profissionais de saúde ao abrigo deste
regime e decidimos vincular ao Serviço Nacional de Saúde perto de
metade", acrescenta nestas suas mensagens.Na
segunda-feira à noite, em entrevista à TVI, quando foi questionado
sobre os motivos que levaram o Governo a anunciar apenas no sábado
passado medidas mais duras de combate à pandemia, António Costa alegou
que o crescimento verificado no número de contágios "foi exponencial nas
últimas semanas".Depois, tal como já
tinha afirmado o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em
entrevista à RTP - e também o próprio primeiro-ministro no final do
último Conselho de Ministros extraordinário -, António Costa alegou que,
em Portugal, "como em todos os países da Europa, ninguém previu que
esta segunda vaga surgisse tão cedo". "Toda
a gente a antecipava que viria na passagem do outono para o inverno,
ninguém pensava que chegasse tão cedo. Isso é claro. Agora, se me
perguntam se eu estou surpreendido com este número tão significativo de
transmissões na comunidade, eu estou muito surpreendido", acentuou.Para
o primeiro-ministro, nesta fase após o verão, "as pessoas no seu
conjunto não reagiram tão prontamente quanto reagiram" em março e abril.