Costa defende aprofundamento de acordo de associação da UE com Kiev
Ucrânia
11 de mar. de 2022, 17:27
— Lusa/AO Online
"Como
todos sabemos, os processos de adesão são muito lentos e, portanto,
como disse à entrada, sem prejuízo desse pedido, o que é essencial é
termos uma resposta concreta e urgente para as necessidades dos
ucranianos", defendeu o chefe de Governo português em Versalhes, na
conferência de imprensa após o fim do Conselho Europeu.O
primeiro-ministro voltou a sublinhar a impossibilidade de um
procedimento de adesão acelerado da Ucrânia, uma posição assumida hoje
também pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, ao recordar que um país
em guerra não pode aderir à União Europeia."A
mensagem é uma mensagem muito forte e muito clara de total empenho do
Conselho Europeu de imediatamente avançar em negociações para aprofundar
o acordo de associação que atualmente existe, sem prejuízo do pedido de
adesão que a Ucrânia, na sua própria liberdade, decidiu apresentar",
explicou o líder do executivo português.Para
António Costa, deve agora dar-se esperança aos ucranianos e apoio no
combate contra os russos, tendo em vista a reconstrução do país quando o
conflito terminar."Mesmo quando a guerra acabar, os efeitos da guerra perdurarão", lembrou o primeiro-ministro português.Os
líderes europeus, reunidos em Versalhes, França, concordaram hoje em
"aumentar substancialmente as despesas de defesa", com um reforço das
capacidades e investimento em tecnologias inovadoras, uma necessidade
enfatizada pela operação militar russa em curso na Ucrânia.A
"Declaração de Versalhes", adotada pelos 27 após uma cimeira de dois
dias dominada pelas políticas energética e de defesa da UE face à
agressão militar da Rússia à Ucrânia, inclui também uma referência ao
compromisso de defesa mútua, contemplado no artigo 42.7 do Tratado da
UE, particularmente importante para Finlândia e Suécia, dois
Estados-membros que não pertencem à NATO e que recentemente foram alvo
de ameaças de Moscovo.