Costa declara na Bósnia que “não há lugar na Europa ou noutra parte para negar genocídio”
11 de jul. de 2025, 16:13
— Lusa/AO Online
“Em Srebrenica, para prestar
homenagem às vítimas do genocídio, à memória dos que foram brutalmente
assassinados, às suas famílias e aos que continuam desaparecidos 30 anos
depois. Não há lugar na Europa - ou em qualquer outra parte - para a
negação do genocídio, o revisionismo ou a glorificação dos
responsáveis”, escreveu António Costa na rede social X.Segundo
o líder da instituição que junta os chefes de Governo e de Estado da
União Europeia (UE), ainda urge “percorrer juntos o caminho para a
reconciliação” entre as partes no país, quando se assinala o 30.º
aniversário do genocídio de Srebrenica, durante o qual mais de 8.000
homens e rapazes muçulmanos bósnios foram assassinados.“Estamos
empenhados em apoiar a Bósnia-Herzegovina na superação do legado do
passado e na construção de um futuro como membro da UE, onde prevaleçam a
paz, a justiça, a dignidade humana e a prosperidade”, adiantou o
responsável.Também numa mensagem publicada, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen,
recorda este como um dos “capítulos mais negros da memória coletiva da
Europa”.“A União Europeia nunca esquecerá o
que aconteceu nesta cidade. Reconhecemos o nosso passado e reconhecemos
a nossa responsabilidade por não termos conseguido prevenir e impedir o
genocídio e também nunca permitiremos que a história seja reescrita”,
acrescentou.Apelando à reconciliação das
diferentes partes na Bósnia-Herzegovina, a responsável apelou à “grande
responsabilidade dos líderes políticos”.Já numa alusão ao processo de adesão à UE, Ursula von der Leyen assegurou que a União Europeia apoia o país.“Continuamos
totalmente empenhados em apoiar o vosso país na via da adesão à UE. Os
dirigentes políticos devem fazer a sua parte para que o vosso país possa
encontrar o seu lugar no coração da nossa União, onde pertence”,
concluiu.A Bósnia-Herzegovina é candidata
oficial à adesão à União Europeia desde dezembro de 2022, após anos de
esforços para alinhar as suas instituições e políticas com os critérios
comunitários.A candidatura representa um
passo importante para o país, que ainda enfrenta desafios significativos
em áreas como o Estado de direito, a luta contra a corrupção e a
estabilidade política interna.Apesar das dificuldades, a perspetiva europeia continua a ser um fator de motivação para reformas e cooperação regional.