Costa compromete-se com criação de quadro permanente de praças no Exército e Força Aérea
OE2022
28 de abr. de 2022, 17:38
— Lusa/AO Online
No debate na
generalidade do Orçamento do Estado para 2022, António Costa foi
questionado pela deputada Patrícia Gilvaz da Iniciativa Liberal sobre
como pretende o Governo valorizar a carreira dos militares.“É
verdade que temos um problema e temos de nos preocupar em tornar a
carreira militar mais atrativa. Felizmente, nos últimos dois anos temos
conseguido ter um crescimento de mil efetivos por ano nas Forças
Armadas”, afirmou o primeiro-ministro.Ainda
assim, Costa reconheceu ser necessário “encontrar medidas de motivação
para essa carreira”, considerando que uma das mais importantes será
“alinhar a formação dentro das Forças Armadas com o sistema nacional de
qualificações”.“Para que quem conclui um
contrato possa retomar a vida civil e tenha devidamente valorizadas as
qualificações que obteve nas Forças Armadas”, disse.Em
segundo lugar, o primeiro-ministro referiu a importação de ter um
quadro permanentes de praças “para algumas funções técnicas específicas
que não justifica serem exercidas em regime de contrato”.“Como
sabe apenas a Marinha tem quadros permanentes, o que consta no programa
do Governo é a criação de quadros permanentes na Força Aérea e no
Exército”, referiu.No âmbito da discussão
na especialidade do Orçamento do Estado para 2022, o PSD já anunciou que
irá reapresentar uma iniciativa ‘chumbada’ na discussão do orçamento
anterior e que vai no mesmo sentido: a criação de um quadro permanente
de praças no Exército e na Força Aérea.Ainda
no debate do Orçamento, o PSD, através do ‘vice’ da bancada André
Coelho Lima assumiu que iria fazer “um desvio do tópico central” para
questionar o Governo sobre as razões de ter proposto um novo adiamento
da reestruturação/extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)“Porque
está a demorar este tempo todo? O único argumento é que não tinham
verdadeira consciência a da empreitada a que se estavam a candidatar”,
criticou.Coelho Lima acusou ainda o
Governo de no seu programa apenas ter falado em separação da organização
de funções judiciais e administrativas e nunca em extinção do SEF,
dizendo que foi “gato escondido com rabo de fora”.Na
resposta, António Costa acusou o PSD de não confiar que a PSP, GNR e a
Polícia Judiciária “estejam à altura de assumir as funções atualmente
desempenhadas pelo SEF”.“Fico espantado, perplexo e curioso. Porque não são capazes, explique lá”, desafiou.