Costa com Zelensky em Kiev e com reabertura da embaixada portuguesa já acertada
Ucrânia
4 de mai. de 2022, 16:48
— Lusa/AO Online
António Costa
falava aos jornalistas em São Bento, em conferência de imprensa, depois
de ter estado reunido cerca de uma hora com o primeiro-ministro
ucraniano, Denys Shmygal, encontro que se realizou por videoconferência.“A
data da minha visita a Kiev ficou acertada e será divulgada no momento
que for considerado oportuno. Incluirá não só reuniões com o
primeiro-ministro Denis Shmygal, como também com o Presidente Volodymyr
Zelensky”, adiantou o líder do executivo.Durante
a sua permanência em Kiev, o primeiro-ministro destacou a importância
da assinatura de um “acordo concreto para um apoio financeiro
significativo no quadro das solicitações que o Governo ucraniano nos
dirigiu para auxílio via Fundo Monetário Internacional (FMI)”.“Como
é sabido, a Ucrânia tem necessidades de financiamento na ordem dos
cinco mil milhões de euros por mês. Portanto, são necessidades muito
avultadas e que exigem um esforço de toda a comunidade internacional.
Daremos uma contribuição substancial. Tive a oportunidade de transmitir
isso ao meu colega”, adiantou.Interrogado
sobre o processo de reabertura da embaixada de Portugal na Ucrânia,
António Costa disse que já há uma data acertada, mas que não a divulga
publicamente “porque só deve ser comunicada no momento próprio”.“Quero
aqui frisar que a embaixada portuguesa em Kiev nunca encerrou. O
embaixador português recuou para a Polónia e regressará a Kiev”,
sustentou o líder do executivo, antes de fazer um elogio aos
funcionários ucranianos da embaixada portuguesa.“Mantiveram-se
em funções a assegurar o funcionamento da embaixada nas condições
possíveis. O Governo vai propor ao Presidente da República a
condecoração por atuação de excecional bravura e coragem de um dos
funcionários que se destacou muito especialmente no apoio ao resgate de
cidadãos portugueses ou ucranianos com relações com Portugal”, assinalou
o primeiro-ministro.Em relação ao
processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, o primeiro-ministro
reiterou a sua posição de que estes processos “têm um procedimento
próprio e são extremamente morosos e incertos”.“Portugal
regozija-se com a opção europeia da Ucrânia, aguardamos com expectativa
que a Comissão Europeia venha a apresentar e, em função disso, nos
pronunciaremos. Mas voltei a transmitir ao primeiro-ministro ucraniano
que, independentemente desse processo, que é sempre longo, a União
Europeia não pode perder tempo relativamente àquilo que é urgente, ou
seja, responder à situação de emergência que se está a viver”, defendeu.Neste
ponto, o líder do executivo acentuou a sua perspetiva de que não se
deve andar distraído com objetivos de médio prazo, “quando há respostas
urgentes e que têm de ser dadas já”.Para
António Costa, “é urgente reforçar as condições de apoio imediato à
Ucrânia para este país satisfazer as suas necessidades militares,
financeiras e de equipamentos humanitários”.“Tive
a oportunidade de informar a resposta que Portugal dará já esta
quinta-feira na conferência de doadores. Sinalizei aquela que será a
nossa contribuição no âmbito do Fundo Monetário Internacional (FMI) para
o apoio à Ucrânia”, acrescentou.