Costa coloca como desafio central conciliar eficiência e prevenção da corrupção
Plano 2020/2030
15 de set. de 2020, 12:00
— Lusa/AO Online
António
Costa falava no final da sessão pública de balanço da Visão Estratégica
para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020/2030, no grande
auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que contou com a
presença do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e de
vários membros do Governo.Após quase duas
horas de intervenção do professor universitário e gestor António Costa
Silva, autor da "Visão Estratégica", o primeiro-ministro procurou
diferenciar prioridades de curto prazo e projetos de médio prazo,
quantificar os instrumentos financeiros disponíveis (aos níveis europeu,
nacional e também no privado) para Portugal, assim como balizar a
tipologia de investimentos elegíveis pelos programas da União Europeia.António
Costa estimou em cerca de seis mil milhões de euros por ano o envelope
financeiro anual disponível para o país nos próximos anos, quando
Portugal apresenta como recorde num ano a utilização de fundos europeus
na ordem dos três mil milhões de euros."Estamos
perante uma enorme responsabilidade e, por isso, era essencial ancorar
este horizonte numa visão estratégica, porque um dos grandes riscos que
temos na execução é perder-se a continuidade e cumulatividade que cada
uma das medidas tem de possuir para que no final tudo bata certo",
disse, numa alusão ao documento "Visão Estratégica".Neste
contexto, o primeiro-ministro salientou então a importância do desafio
da eficiência, advertindo não ser mais possível para cada projeto
consumir-se 50 anos em discussões, como aconteceu com o aeroporto de
Lisboa."Por isso, simultaneamente, temos
em debate na Assembleia da República o novo Código da Contratação
Pública, que visa agilizar e descomplicar o processo de contratação, e
temos também em debate público a nova estratégica nacional de luta
contra a corrupção, visando garantir que temos menos burocracia, mas
também menos risco de corrupção. Isso é fundamental", acentuou o líder
do executivo.