Costa aponta para confinamento geral com horizonte de um mês
Covid-19
12 de jan. de 2021, 15:13
— Lusa/AO Online
Esta
posição foi assumida por António Costa no final de mais uma reunião
destinada a analisar a evolução da situação epidemiológica em Portugal,
no Infarmed, em Lisboa, na qual o Presidente da República, Marcelo
Rebelo de Sousa, participou por videoconferência.O
primeiro-ministro declarou que a reunião com os epidemiologistas
permitiu concluir que "houve um consenso muito generalizado" sobre a
trajetória de crescimento de novos casos de infeção do novo coronavírus e
que "as medidas devem ter um horizonte de um mês"."Estamos
perante uma dinâmica de fortíssimo crescimento de novos casos que é
necessário travar", salientou António Costa, já depois de ter definido a
reunião com os epidemiologistas, que durou cerca de quatro horas, "como
muito viva e interessante"."Perante a
tendência que é manifesta de crescimento da pandemia, é essencial
adotarmos medidas. Essas medidas devem ter um horizonte de um mês e com
um perfil muito semelhante àquele que adotámos logo no início da
pandemia, ou seja, no período de março e abril", frisou o líder do
executivo.O primeiro-ministro observou
depois que os números sobre novos casos de infetados têm apresentado uma
elevada variação e referiu que Portugal, ainda na semana passada,
estava na casa dos quatro mil casos de infeção diária, tendo-se chegado
depois aos dez mil e registando-se agora cerca de sete mil.Porém,
"independentemente do valor concreto em que o país se encontre - e
importa sempre tirar a média da semana -, é certo que se regista uma
fortíssima dinâmica de crescimento que é necessário travar. E a única
forma de travar é através dos confinamentos", sustentou.Perante
os jornalistas, o primeiro-ministro considerou que se revelaram
insuficientes as medidas de confinamento ao fim de semana até agora
adotadas, mas que "permitiram controlar a segunda vaga"."Neste momento, temos de ir mais além", acrescentou o primeiro-ministro.