Costa anuncia que Portugal vai dar apoio material à Polónia de 50 milhões de euros

Ucrânia

20 de mai. de 2022, 16:43 — Lusa/AO Online

António Costa falava em conferência de imprensa, em Varsóvia, depois de ter estado reunido com o seu homólogo polaco Mateusz Morawiecki, e antes de se deslocar ao estádio nacional da capital da Polónia, onde está instalado um centro de acolhimento e encaminhamento de refugiados.“Estamos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades polacas no sentido de partilhar o esforço de acolhimento dos refugiados ucranianos. Muitos dos ucranianos querem regressar à Ucrânia ou ficarem o mais próximos possível do seu país”, observou o líder do executivo português.António Costa especificou em seguida que, no âmbito da ajuda humanitária aos refugiados da Ucrânia, Portugal vai fornecer à Polónia apoio material, “seja em casas pré fabricadas, casas modelares, bens alimentares, produtos farmacêuticos, roupa e calçado”.“Esse apoio material irá até ao montante máximo de 50 milhões de euros. Esses são os fundos que temos disponíveis para mobilizar para esse esforço humanitário através da Polónia”, acrescentou.Perante o seu homólogo polaco, disse que Portugal se sente tão próximo da Ucrânia como da Polónia: "A Polónia pode contar com todo o nosso apoio nesse seu esforço para o apoio humanitário aos refugiados ucranianos”, completou.Já sobre a atual crise alimentar, em parte motivada pela impossibilidade de a Ucrânia exportar cereais, António Costa disse que esse é um dos principais desafios que se coloca."Temos de encontrar a forma de apoiar a Ucrânia ao nível das suas exportações de bens alimentares. A atual situação afeta a Europa, mas, sobretudo, os países africanos", salientou, antes de assumir que a utilização de portos alternativos escoamento das produções ucranianas "não é fácil do ponto de vista lógístico".Na conferência de imprensa, o primeiro-ministro polaco foi confrontado com queixas de alguns dos principais investidores nacionais no mercado da Polónia, segundo os quais as regras e os procedimentos das autoridades mudam com elevada frequência.O primeiro-ministro polaco limitou-se a dizer que apoia a presença de empresas nacionais na Polónia e que, caso se registem “eventuais problemas”, “tudo se resolverá no trabalho no plano bilateral”.