Costa alerta que população iraniana seria principal vítima de escalada militar
Irão
Hoje 11:52
— Lusa/AO Online
“Qualquer
ataque a infraestruturas civis, nomeadamente instalações energéticas, é
ilegal e inaceitável – isto aplica-se à guerra da Rússia na Ucrânia e
aplica-se em qualquer parte do mundo. A população civil iraniana é a
principal vítima do regime iraniano e seria também a principal vítima de
um alargamento da campanha militar”, escreveu António Costa numa
publicação na rede social X.Numa altura em
que se assinalam cinco semanas de guerra no Médio Oriente causada pela
intervenção militar de Israel e Estados Unidos no Irão, o antigo
primeiro-ministro português disse ser “claro que apenas uma solução
diplomática resolverá as suas causas profundas”.“A
escalada não conduzirá a um cessar-fogo nem à paz. Apenas as
negociações o farão, nomeadamente os esforços em curso liderados por
parceiros regionais”, assinalou António Costa.Sem
mencionar as recentes ameaças norte-americanas, o presidente do
Conselho Europeu recordou a sua recente chamada com o Presidente do
Irão, Masoud Pezeshkian, apontando que “a União Europeia insta o Irão a
pôr imediatamente termo aos seus ataques contra países da região e a
permitir o restabelecimento da plena liberdade de navegação através do
Estreito de Ormuz”.A guerra no Irão,
iniciada a 28 de fevereiro de 2026, teve origem na ofensiva militar
lançada por Israel com o apoio dos Estados Unidos.Os
bombardeamentos sobre território iraniano, justificados por Telavive e
Washington como ataques preventivos contra alvos militares e nucleares,
provocaram uma resposta imediata de Teerão e abriram caminho para
receios de um conflito regional de grande dimensão.No
domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump fez ameaças duras
ao Irão sobretudo em relação ao Estreito de Ormuz, exigindo que Teerão o
“reabra imediatamente”.Trump avisou que,
caso isso não aconteça, Washington poderá atacar centrais elétricas,
pontes e outras infraestruturas estratégicas iranianas já nos próximos
dias, prometendo um “inferno” caso Teerão não ceda.