Costa afirma que SNS foi saindo da crise com o fim da “governação da direita”
Covid-19
20 de mai. de 2020, 16:27
— Lusa/AO Online
António Costa fez
esta apreciação política no debate quinzenal, na Assembleia da
República, em resposta a uma intervenção antes proferida pela deputada
socialista Hortense Martins, a quem o líder do executivo, por lapso,
chamou Odete Martins.Hortense Martins,
deputada eleita por Castelo Branco, abriu a sua intervenção a dizer que
Mário Centeno "é um ótimo ministro das Finanças escolhido por um
excelente primeiro-ministro", António Costa.Após
esta breve referencia à chamada "falha de informação" dentro do Governo
por causa da transferência de 850 milhões de euros do Estado destinados
à recapitalização do Novo Banco, Hortense Martins atacou as correntes
liberais, dizendo que se "enganou" quem pretendeu a privatização do SNS."O
SNS foi saindo da crise em que foi colocado na governação da direita.
Ano após ano o SNS está a reforçar-se, aumentando a sua capacidade de
resposta aos portugueses", respondeu o primeiro-ministro.António Costa falou mesmo na existência de "uma intensa campanha da direita e seus acólitos sobre o alegado grande caos no SNS"."Na
hora da verdade, o SNS foi mesmo sujeito ao maior desafio sanitário que
o país conheceu nas últimas décadas. Quem soube responder foi o nosso
SNS", sustentou, antes de se referir "ao reforço de 2,4 mil milhões de
euros" no financiamento deste sistema público ao longo da última
legislatura."O Orçamento do Estado deste
ano aumentou em mais 900 milhões de euros a dotação inicial do SNS - a
maior subida de sempre da dotação inicial", advogou o primeiro-ministro.Na
sua intervenção, António Costa visou também indiretamente o presidente
do Conselho Estratégico Nacional do PSD, Joaquim Sarmento, que esta
semana criticou a rigidez da legislação laboral em Portugal."Quando
alguns dizem que é fundamental desregulamentar o mercado de trabalho e
baixar os impostos, aquilo que temos de dizer é que esta crise demonstra
que precisamos mesmo de um Estado social forte. É nos momentos de
aflição que todos percebemos e todos precisamos que ninguém fique à
porta do hospital, ou sem o apoio solidário", acrescentou.