Costa afirma que Portugal não recorrerá aos empréstimos do fundo de recuperação da UE
29 de set. de 2020, 13:46
— Lusa/AO Online
António Costa falava no encerramento da sessão
"Portugal e União Europeia, Programa de Recuperação e Resiliência", na
Fundação Champalimaud, após uma intervenção de fundo proferida pela
presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.No
início deste mês, numa sessão do PS realizada em Coimbra, António Costa
já tinha dito que Portugal iria procurar "maximizar" o recurso às
subvenções e "minimizar" a necessidade de empréstimos em termos de
acesso às verbas do Plano de Recuperação e Resiliência da União
Europeia, que mobiliza um total de 750 mil milhões de euros, entre
subvenções e empréstimos.Hoje, na Fundação
Champalimaud, quando apresentou o Plano de Recuperação e Resiliência
nacional, o primeiro-ministro foi um pouco mais longe."Portugal
tem uma dívida pública muito elevada e assume sair desta crise mais
forte do ponto de vista social, mas também mais sólido do ponto de vista
financeiro. Por isso, a opção que temos é recorreremos integralmente
às subvenções e não utilizaremos a parte relativa aos empréstimos
enquanto a situação financeira do país não o permitir", frisou o líder
do executivo nacional.