Costa admite que combate à pandemia provoca dor e apela ao cumprimento das regras
Covid-19
9 de nov. de 2020, 16:10
— Lusa/AO Online
"Não
vale a pena termos a ilusão de que enfrentamos esta pandemia sem dor",
avisou o chefe do Governo, durante a cerimónia em que foi adjudicada a
construção do novo Hospital Central do Alentejo, em Évora.António
Costa referiu que, "em regra", aprende-se na vida que não se trata
"nenhuma doença sem dor", exemplificando: "uma vacina é fundamental, mas
dói a injeção" e "as operações são necessárias, mas doem"."O
combate a esta pandemia também tem dor. Temos de minorar a dor, mas
temos de o fazer para salvar a saúde todos, para salvar a nossa vida em
sociedade e também para salvarmos o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a
capacidade que nunca poderá faltar de responder aqueles que necessitam",
disse.Classificando como "excecional" o
trabalho feitos pelos profissionais que estão "na primeira linha do
combate ao covid", o primeiro-ministro assinalou que "há uma coisa que
nem os médicos, nem enfermeiros, nem os assistentes operacionais, nem o
SNS consegue fazer, que é aquilo que está a montante"."É
aquilo que depende exclusivamente de nós, que é travarmos a pandemia,
porque se todos ficarmos doentes, aí, efetivamente, não há SNS que nos
valha", avisou, considerando que "a única e melhor forma" de os
portugueses ajudarem é evitarem ficar doentes e transmitir a doença a
outras pessoas.Costa reconheceu que o
combate à pandemia de covid-19 "é duro, perturba muito a vida e tem
custo económicos muito grandes para o comércio, restauração e para
todos", mas notou que "as alternativas não são muitas"."Entre
o confinamento durante toda a semana e o confinamento ao fim de semana,
é difícil de escolher, mas temos de escolher qual é o mal menor",
sublinhou.Na sua intervenção, o chefe do
Executivo adiantou que, no próximo ano, Portugal vai "passar do último
lugar na União Europeia para a média da União Europeia" quanto ao número
de camas de cuidados intensivos em função da sua população, após "uma
luta intensa para aumentar camas e ventiladores e para mobilizar
recursos humanos".António Costa revelou
que os hospitais estão a ser reforçados com a entrada de "48 médicos
intensivistas" e que outros "46 entrarão em formação a partir de
janeiro", referindo que estão a ser também recrutados enfermeiros
intensivistas e instalados ventiladores.