Corvo reabilita edifício e cria centro interpretativo dedicado à baleação
12 de mai. de 2025, 15:09
— Lusa/AO Online
O
presidente do único município do Corvo, José Manuel Silva, adiantou à
agência Lusa que o Centro Interpretativo Eduardo Guimarães – Caminhos de
Memória, resulta da recuperação de "um pequeno imóvel", que passará a
contar com conteúdos expositivos que marcaram a história local em termos
de baleação e de património do mar.Com
abertura prevista para o verão, o edifício está localizado na zona
sobranceira ao cais, junto do miradouro da Vigia, segundo o autarca."A
obra de recuperação do imóvel já está concluída, faltando apenas a
montagem dos equipamentos e a tradução dos conteúdos informativos para
que possa abrir ao público durante o verão", adiantou José Manuel Silva.Segundo o autarca do Corvo, a mais
pequena ilha dos Açores, onde residem cerca de 400 pessoas, o espaço
contará com painéis e ecrãs interativos, expositores de aguarelas e de
artesanato, entre outros elementos informativos."Espera-se
que esse centro interpretativo possa recuperar a memória da baleação,
que também existiu no Corvo, e a forte ligação da ilha ao mar e outros
conhecimentos da história do Corvo que estarão disponíveis para quem
visitar o espaço, cuja entrada será gratuita", sublinhou.O
presidente da única Câmara Municipal do Corvo explicou que a
intervenção teve um custo total superior a 64 mil euros, com uma
comparticipação de 98% do investimento no âmbito do Fundo para o
Desenvolvimento para as Freguesias."O
financiamento foi possível porque o Governo reconheceu o direito do
Corvo, a única ilha sem freguesias, a beneficiar dos Fundos, na
sequência de candidaturas efetuadas pelas freguesias", explicou.O
centro interpretativo terá a designação Eduardo Guimarães "em homenagem
ao primeiro coordenador técnico do projeto do Eco Museu do Corvo",
acrescentou à Lusa José Manuel Silva.