Corvo cria incentivos para criação de novos negócios na ilha
20 de jan. de 2025, 15:00
— Lusa/AO Online
O presidente da Câmara Municipal
do Corvo, José Manuel Silva, explicou à agência Lusa que o Regulamento
de Apoio a Projetos Empresariais de Interesse Municipal permite
"incentivos financeiros, técnicos e logísticos" para a expansão do
tecido empresarial local, que possa ser "uma verdadeira alavanca de
transformação e modernização económica da ilha" e potencie a fixação de
população.O regulamento, publicado em
Diário da República, foi aprovado pela Assembleia Municipal, em
dezembro de 2024, e visa estimular a criação de novos negócios locais,
emprego e potenciar a fixação numa ilha onde residem cerca de 400
habitantes."É importante que os residentes
criem novos negócios, que potenciem também a criação de riqueza e
oferta de produtos no Corvo, sejam empresas em nome individual ou
coletivo", sublinhou José Manuel Silva (PS), em declarações à Lusa.Os apoios vigorarão pelo período de um ano, podendo, por deliberação da Câmara Municipal, serem renovados por igual período."De
acordo com as limitações do nosso orçamento, esta é uma forma de apoiar
quem se queira radicar na ilha e queira produzir e gerar riqueza",
vincou.Ao abrigo desse mecanismo podem ser
apoiadas sociedades sob qualquer forma, empresários em nome individual,
cooperativas, associações sem fins lucrativos, pessoas coletivas de
utilidade pública, sediados no município do Corvo ou que aí exerçam as
atividades de interesse municipal, refere o regulamento.Na
prática, as empresas beneficiárias poderão usufruir de uma
comparticipação financeira até 100 % do valor do projeto de
licenciamento, até ao limite de 2.000 euros, sempre que os mesmos não
sejam cofinanciados.Aos projetos
empresariais de interesse municipal que promovam a criação de um mínimo
de um posto de trabalho, que poderá ser o próprio posto, desde que seja a
sua atividade a título principal, está prevista uma comparticipação
financeira de 1.500 euros por cada novo posto de trabalho criado, até ao
limite de 4.500 euros.Para as empresas ou
empresários em nome individual, que promovam projetos de modernização
ou expansão (em obras ou aquisição de equipamento) destinados a
potenciar a sua atividade de negócio, está prevista a atribuição de uma
comparticipação financeira até 30% do investimento total, tendo como
limite máximo o montante de 5.000,00 euros, desde que a despesa não
tenha sido objeto de cofinanciamento no âmbito de outros programas de
incentivo ao investimento.Por outro lado,
está prevista a redução ou isenção no pagamento das taxas e tarifas
municipais, devidas pelos serviços e bens fornecidos pelo município do
Corvo, a aprovar anualmente pela Câmara Municipal.Os
promotores de projetos empresariais de interesse municipal comprometem a
manter a atividade na ilha do Corvo e as restantes condições de
elegibilidade durante um período de, no mínimo, dois anos.O
autarca do Corvo vincou que os apoios se destinam a projetos "em várias
áreas", embora no ramo do alojamento local, as comparticipações
financeiras só são aplicáveis quando, comprovadamente, se tratar da sua
atividade principal.José Manuel Silva
destacou que esses apoios, que pretendem ser "uma verdadeira alavanca"
para a transformação e modernização económica da ilha, complementam a
criação da Incubadora de Empresas de Base Local.O
regulamento em causa entra em vigor após a aprovação da Câmara
Municipal, sujeição a Consulta Pública e aprovação em Assembleia
Municipal.