Corvo com orçamento de 2,5 ME e construção de mercado municipal em 2023

14 de dez. de 2022, 19:05 — Lusa/AO Online

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara Municipal, o socialista José Manuel Silva, explicou que o orçamento para 2023 é “ligeiramente” inferior ao de 2022 devido à “indefinição” acerca da programação dos fundos comunitários.“Temos um orçamento de 2,5 milhões de euros previsto para 2023, ligeiramente abaixo daquilo que foi o de 2022. Isso prende-se com a indecisão dos fundos comunitários. Nós não sabemos a que é que nos podemos candidatar”, afirmou.O autarca falava no dia seguinte à aprovação do documento em Assembleia Municipal, com oito votos a favor do PS e cinco abstenções da oposição PSD/CDS-PP/PPM e CDU.A Assembleia Municipal do Corvo é composta por nove deputados do PS, seis da coligação PSD/CDS-PP/PPM e um da CDU, mas, na última reunião, não estiveram presentes um deputado socialista e outro da coligação.Em termos de projetos para 2023, José Manuel Silva destacou a criação de um mercado municipal, uma obra que já estava prevista em 2020 e 2021, mas que ainda não foi concretizada.“A obra do mercado municipal, de cerca de 400 mil euros, vai avançar depois de termos o visto do Tribunal de Contas. Esperamos poder lançá-la a concurso logo no inicio do ano de 2023”, destacou.A Câmara Municipal vai ainda investir cerca de 500 mil euros na pavimentação do espaço público, tendo ainda projetos para “requalificar os espaços mortos” da ilha, como a criação de um miradouro na zona da Vigia, a construção de um parque de lazer e de ‘skate’ e a implementação da rota dos corsários.José Manuel Silva disse que a Câmara voltou a optar pela aplicação de 5% na taxa variável do IRS e pela cobrança mínima no IMI (de 0,3% nos prédios urbanos).“Há verbas que, supostamente, deveriam ser os munícipes a pagar e que nós não cobramos, como a recolha de resíduos, saneamento básico e o próprio IMI que é o mais baixo. Há uma data de despesas e, obviamente, a receita diminui, dando-nos menos margem de manobra. Não cobrando noutras áreas, a participação variável de IRS cifra-se nos 5%”, justificou.Do lado da coligação PSD/CDS-PP/PPM, Marta Leitão alertou para a “fraca execução orçamental” e defendeu que o orçamento para 2023 não “resolve os problemas da ilha”.“A coligação não votou favoravelmente o orçamento porque entende que este não resolve os problemas principais da ilha. Verifica-se uma ausência de projetos quer na área da educação, quer na cultura ou no desporto. Deveria ter sido feito mais”, afirmou.A vereadora considerou ainda que a taxa de IRS deveria ser reduzida, porque tal “iria aliviar as famílias” num “momento de crise”, e criticou as “obras que são arrastadas ao longo dos anos sem nunca serem concretizadas”.“Temos verificado que, nas Grandes Opções do Plano, existem projetos que têm vindo a ser arrastados ao longo dos anos, sem nunca serem executados. No caso do mercado, a coligação até considera que poderá favorável para a ilha”, afirmou.