Coordenador da hospitalização domiciliária Delfim Rodrigues morreu aos 71 anos
16 de mai. de 2025, 16:26
— Lusa/AO Online
“O Dr. Delfim foi uma pessoa que
teve um percurso ímpar no Serviço Nacional de Saúde. Foi diretor-geral
da Saúde, foi presidente de uma ARS, foi presidente de um hospital e
agora coordenador da hospitalização domiciliária. Fez praticamente tudo
no SNS”, recordou Xavier Barreto.Delfim
Rodrigues, que presidia o Conselho Fiscal e Disciplina da APAH,
formou-se em administração hospitalar no início dos anos 80, tendo
acompanhado praticamente todo o crescimento e evolução do SNS.“Mesmo
tendo tido este percurso brilhante, manteve-se sempre como uma pessoa
muito humilde, muito próxima dos outros, dos trabalhadores, dos colegas,
sempre com uma história para contar, sempre com uma palavra de conforto
nas situações mais difíceis, muito focado na melhoria, no
desenvolvimento do SNS”, salientou o presidente da APAH.“Portanto,
é um dia muito triste para todos nós, é um dia muito triste para a
comunidade da administração hospitalar, é um dia muito triste para todos
os que o conheceram e que sabiam do seu brilhantismo”, sustentou.Ao
longo de mais de quatro décadas, Delfim Rodrigues assumiu vários cargos
como diretor-geral dos Hospitais, diretor-geral da Saúde e presidente
da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.“Foi
também presidente do Hospital de Guimarães e coordenador do Programa
Nacional de Hospitalização Domiciliária, onde liderou uma transformação
inovadora no modelo de prestação de cuidados, aproximando os serviços de
saúde das casas dos cidadãos”, refere a APAH.Distinguido
nacional e internacionalmente, incluindo pelo Presidente dos EUA,
Ronald Reagan, e pelo Governo português com a Medalha de Mérito em
Saúde, “Delfim Rodrigues é, sem dúvida, um dos grandes arquitetos da
modernização do SNS, tendo contribuído de forma exemplar para a sua
humanização, eficiência e sustentabilidade”, salienta.O
velório de Delfim Rodrigues, que foi agraciado como personalidade de
saúde do ano 2022, decorrerá hoje, a partir das 18:00, na Igreja de S.
Gualter, em Guimarães, e funeral será realizado sábado, às 11h00, a
partir da mesma igreja.