Contrato para construção de seis novos navios patrulha oceânicos assinado dia 29
26 de dez. de 2023, 10:46
— Lusa/AO Online
“Assinaremos no próximo dia
29 de dezembro o contrato para a construção de seis novos navios
patrulha oceânicos”, adiantou Helena Carreiras numa mensagem de Natal
publicada nas redes sociais do Ministério da Defesa Nacional.O
primeiro destes seis navios, que chegará em 2026, tinha entrega
inicialmente prevista para este ano, mas o processo atrasou-se depois de
o Tribunal de Contas ter chumbado duas vezes o visto do contrato que o
Ministério da Defesa pretendia celebrar com a IdD Portugal Defence – a
‘holding’ estatal que gere as participações públicas nas empresas da
Defesa - para a gestão do programa de aquisição.Numa
mensagem de cerca de seis minutos, Helena Carreiras desejou que “2024
seja um ano de resolução de conflitos, de vitória dos valores do
humanismo sobre a barbárie, de estabilidade e segurança sobre a
desordem, de paz e reconciliação sobre a violência e a guerra”.A
ministra deixou ainda um “profundo reconhecimento” a todos os militares
que se encontram em missão longe do país, referindo que as forças
nacionais destacadas participaram este ano em mais de 30 missões pelo
mundo.A nível interno, Helena Carreiras
expressou “enorme apreço aos militares que desempenharam ao longo do ano
perto de 4.300 missões variadas em território nacional”.A
governante enumerou várias das medidas do ministério desde que tomou
posse, em 2022, como o aumento em 70 euros da componente fixa do
suplemento da condição militar, “novas medidas com vista a melhorar o
recrutamento e retenção” de efetivos ou ainda o apoio aos antigos
combatentes, com a emissão de mais de 413 mil novos cartões.No
plano internacional, Helena Carreiras referiu o apoio à Ucrânia, “com
equipamento no valor de mais de 21 milhões de euros, incluindo três
carros de combate Leopard 2 A6” ou o apoio das Forças Armadas no
regresso a Portugal de cidadãos nacionais a partir de Marrocos e Israel.“Faço
votos para que, no próximo ano, sejamos capazes de consolidar estes
avanços. Que o façamos com sentido de responsabilidade e ética de
serviço público. Assim se constrói o futuro desta instituição
justificando a confiança de quem servimos”, considerou.